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Maio de 1960 · 9 trechos transcritos
Manchetes desta página
- VOTO CONSCIENTE: A Psicologia, Seus motivos e a tendência do homem de se autoafirmar
- A conquista do poder, em suas várias formas, de demitir adversários, anarquizar a planificação da instrução pública, através da demissão e remoção de professoras, legislar em causa própria, fazer modificação de toda espécie na vida econômica do país, vender 'drogas' a massas votantes, educação política, é um grande vulto da politicagem que se agiganta e se torna poderosa.
- Imunidades legais equivalem a impunidade, não podendo ser preso, cometendo os mais adjetivos delitos.
- Moratória moral é a grande vantagem da carreira política, possibilitando ao politiqueiro mentir, trair, furtar, assassinar, praticar toda sorte de sandices de grande reprovação social. O povo se acostuma rapidamente às imoralidades, ao sentimento de culpa, demonstra a célebre sentença que serve de tema à carreira política e bem traduz a moratória moral: 'Na política, é possível ter êxitos e desassombrados'.
- Este tema significa a politicagem, uma espécie de bandalheira que se tornou aceitável.
- Vamos meditar profundamente sobre a 'auto-afirmação' e o 'voto consciente'. Se meditarmos sobre a vida dos Estados Unidos e das Nações Unidas, experimentaremos a triste desilusão no panorama político nacional. Somos infalivelmente um povo não devidamente preparado para o exercício de tão nobre dever cívico.
- O povo brasileiro deve ser integrado ao real construtor do voto livre e independente. De nós deve constituir o nobre soldado legítimo e o imperador da grandeza do Brasil, munindo-se da arma poderosa que lhe foi dada, a inteligência, que deve ser corretamente utilizada.
- A auto-afirmação é uma obsessão da gente. Mostrar que se tem valor real. Na sociedade moderna, um setor de atividade humana exige trabalho mental, inteligência, capacidade construtiva e inventiva, e um dado sólido espelho moral. Não é fácil.
- A afirmação via política é fácil. Em carreira profissional séria, poderia tal princípio ser aceitável? Imaginem um médico, professor, engenheiro, juiz, tendo direito...