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Julho de 1967 · 12 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • MENINOS, Assis Chateaubriand: A Paisagem Moldura
  • LAURINDO FONSECA: É fácil destruir e edificar. Obra que leva anos para ser concluída, é arrumada em frações de minutos. A bomba atômica seria um instrumento. Criticar também é fácil. Reconhecer os méritos de quem trabalha, luta, procura acertar, tendo inimigo poderoso, às vezes a própria fraqueza. Falha a administração, falha o terceiro. A administração falha de maneira podrosa, encontrar justificativas, ficam ocultas as culpas. Têm obrigação de comunicar para receber dinheiro. Não cumprem o dever, tornam-se indiferentes, embriagados de poder e da realidade objetiva. São os vossos 'relações públicas' falificados, inúteis, deram atirados em cargas imprestáveis nas tempestades distantes. É conto a crítica é mais fácil que o elogio válido. A falsidade, a defesa do criminoso depende mais da força e inteligência do causídico do que da própria razão. Não faz mal alguém diga que folheou 'O Cruzeiro', edições dedicadas ao desenvolvimento das caladas nordestinas, dirá a posição de pujança de Pernambuco e Bahia, sem citar a pequena e altiva Paraíba, que está desenvolvendo a olhos vistos. Este quadro não nasce hoje; a data é de alguns anos atrás, porque o falatório, bem intencionado, não é respeitado na modernização, modificação ou nova estrutura. Ficou somente em papel e palavra. A intenção de realizar não correspondeu, grau a grau, àquilo que se queria fazer em benefício do progresso. É evidente que, sabendo como operar, cria acontecimentos pelos quais não concorreu. Não teve o apoio do dr. Plácido Aderaldo Castelo. Não pôde agir com o respaldo que enojaria uma campanha eleitoral denurada. Não tem relevância formar o conhecimento dos necessários à administração pública. A Revolução, episódio, tem a sua parcela de culpa. Foi emparelhada com a própria ARENA, amedrontada com o que resultasse desprestígio eleitorado, contribuiu o Governo. Já estabelecido o clima pré-eleitoral, transcorreu anônimo e decidiu pela formação do secretariado e ministros de três governos. Enquanto teve a Presidência da República o marechal Castelo Branco, o prestígio federal, mesmo politicamente, o ajudou e teve sempre caminho aberto para comunicações e reivindicações, que se tornaram difíceis, não penosas. De repente, o sistema político do Ceará desaba, o desprestígio dos líderes do sul vai ser aguçado, a rivalidade reponta do próprio partido. O governo, tarde, seria mais difícil. O tempo, os fatos comprovam o contrário. Volto a falar, mais constrangido do que apoderado de prazer, apresentar defeitos, fazer crítica e destruir. Atuam no descalabro que estão chegando. Infelizmente, as finanças do Estado provocam estranheza em quem caberia ter a frente do Governo um homem reconhecido pelo equilíbrio. O atual Secretário da Fazenda, economista, pecuarista e agricultor, dr. Plácido Aderaldo Castelo, torna as esperanças devem morrer tão lancinantemente. É necessário reagir. Reagir às dolências, praticar injúrias, sensivelmente, objetivamente, e não procurando contornar sem a minha razão. Um não convence a ninguém. Os caminhos devem ser seguidos. Prioridade: o itinerário governamental. Momento de segurança total. A iniciativa do Ministro da Fazenda, com o seu real e a sua inteligência, é um incentivo. Agradeço ao dr. Delfim Netto.
  • Crise Financeira no Estado: Finanças do Estado provocam estranheza
  • Governo: Dr. Plácido Aderaldo Castelo, Secretário da Fazenda, demonstra equilíbrio
  • Iniciativa do Ministro da Fazenda, Dr. Delfim Netto, é um incentivo

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  • Nota social Ceará Vai Jangada
  • Nota social Poeta: Kito Tavarez; Paulo Saraiva e outros