Hemeroteca

Unitário

Abril de 1972 · 17 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • ESTADO DIZ IGREJA LATINA MUDOU VIOLÊNCIA NÃO É A SAÍDA
  • Educação: Investimento ou Prejuízo? O Estado liberou estudo sobre relações políticas e econômicas da Igreja Católica na América Latina.
  • A Igreja Católica na América Latina rejeitará veementemente forma de patrocínio ativo à revolução violenta, segundo conclusões de investigação da 'Rand Corporation' para o parlamento do Estado norte-americano.
  • O documento da Rand Corporation preparou um estudo sobre a mudança de posição da Igreja, que agora estimula a revolução violenta no continente, em oposição aos valores da sociedade.
  • A análise da Rand Corporation destacou o interesse que ocorreu na revolução ou barra, estimulando as assunções de que a Igreja norte-americana participaria em tentativas de implantação do capitalismo norte-americano na América Latina.
  • Essas suspeitas têm sua origem na militância anticomunista de proeminentes prelados norte-americanos, mais conhecidos por serem contrários aos violentos, afirma o documento.
  • O documento finaliza sublinhando que um setor importante da Igreja latino-americana se afastou do bloco anticomunista monolítico, associando-se a interesses de organização anticomunista.
  • Educação: O investimento a longo prazo, tendo em vista o processo educativo, é comum e não pode ser abandonado imediatamente. É óbvio que estamos abordando a Educação de forma abrangente, e não apenas seus 'essenciais'.
  • A aprendizagem escolar envolve despesas inadiáveis. O Governo e o Estado mantêm e o Governo não apenas o dever cultural, mas sim, dar continuidade ao saber. Via dirigidas, o Estado mantém a escola para usufruir, através do povo, plantado decorre, anos e muitas demonstrações.
  • A sequência da vida escolar traçada pelo Poder Público implica, em dúvida, definição de vasto ensinamento estadual, um processo definido de transmissão automática. Quando, entretanto, o prazo determinado para a conclusão de um curso é encerrado sem que a meta tenha sido atingida, o educando, a Educação, para o Governo, deixa de ser um prejuízo e passa a ser um investimento.
  • Não pode o Poder Público, evidenciar, alargar indefinidamente, não determinar prazo para que alguém conclua curso em suas escolas. O termo 'Educação' significa 'contrato escolar', limitado pelos prazos determinados para a conclusão do curso.
  • A legislação de ensino define a duração dos cursos e as horas-aula. Medidas taxativas precisavam ser tomadas, e foram. Antigamente, o ensino existia a figura do aluno reprovado e do estudante repetente. Normas foram baixadas gradualmente, regulando o assunto, até o chamado 'jubilamento', que, embora anual, só o problema tomou uma configuração inflamatória.
  • Verificaram-se abusos. A conclusão é que os cursos, para o ensino superior, notadamente proliferavam por motivos diversos, os chamados 'estudantes profissionais'.
  • Alunos eram matriculados em uma escola, cursavam anos, transferiam-se, seguidamente, para outra unidade onde, primeiramente, fariam exames, retomando, à faculdade de origem, sucessivamente.
  • O Conselho Federal de Educação vem baixando normas alterando a duração dos cursos. Licenciaturas, por exemplo: Licenciatura Plena (Física, Química, Ciências Biológicas, Enfermagem, Economia Doméstica) - 2.500 horas de atividade, integralizadas em, no mínimo, 4 anos letivos. Matemática, Geografia, História, Ciências Sociais, Pedagogia, Letras, Música, Desenho, Plástica, Filosofia - 2.200 horas, integralizadas em, no mínimo, 3 anos letivos.
  • Volto a insistir: a Educação, a partir deste período, deixa de ser investimento para se transformar em prejuízo. Gastar o Governo anos e anos com um aluno sem coroamento de atividades, ou seja, a conclusão dos cursos, representa, além de explorar o bolso da Nação, a única legítima mantenedora dos encargos públicos.
  • As limitadas vagas nas unidades universitárias são nossas. O aluno de 'longa duração' também constitui um apropriado direito do jovem desejoso de ingressar na grande 'escola'. É necessário que o público seja esclarecido sobre os aspectos da legislação, conscientizando-se dos direitos que devem, notadamente no campo da Educação, onde vai, no Brasil, a soma dos nossos dinheiros.