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Unitário

Outubro de 1972 · 25 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • A televisão — horário gratuito propaganda eleitoral — tem servido mostrar aos fortalezenses a inexpressividade dos candidatos lançados em disputa para as cadeiras da Câmara Municipal, representantes ARENA E MDB.
  • Faltam-lhes mensagens, seus pronunciamentos não correspondem à até agora demonstraram não saber falar, atestado eloquente de que a triagem não foi um acerto dos partidos.
  • Partidos falam em renovação, não trazem programa, menor enfoque nos problemas que afligem a cidade.
  • Os que pugnam pela permanência no mandato ficam — menos é o que já observamos — a formular críticas às administrações estadual e municipal, esquecendo-se que, no cumprimento de sua função pública, tiveram oportunidades de debater reivindicações de interesse da coletividade e se limitaram a comparecer às sessões, consignar aplausos ao Prefeito e formular requerimentos de maior significação.
  • Não estão credenciados a fazer exigências; os que querem externar empenho, vigilância, amor à coisa pública, ficam a dramatizar, em desmedida incoerência.
  • Não interessam ao eleitor a exoneração, o elogio a atitudes inconvenientes, nem as retaliações.
  • O eleitorado sabe quais são seus líderes; naqueles casos em que antes de ingressar na carreira política deram por ela contribuição em favor do social, em diferentes setores de atividades.
  • Os que iniciam em campanha e os que procuram um 'lugar ao sol' igualmente assumem atitudes que não convencem, que não sensibilizam, que não encontram a menor ressonância.
  • Os discursos demagógicos voltam a registrar, embora superados pelo tempo e espaço.
  • O Movimento Democrático Brasileiro gira em torno do 'desafio'; seus concorrentes constantemente voltam aos governantes, reprisando temas que anteriormente deixaram de abordar com precisão.
  • A troca de elogios já ultrapassou as medidas e declarações vazias de conteúdo e mensagem vão além dos limites.
  • Ocorrem paralelamente ataques improdutivos e inócuos; erros e falhas são manifestados por arenistas e emedebistas.
  • Faltam noções de comportamento político, predicados essenciais para o exercício do mandato de vereador.
  • Confessou um dirigente partidário que não vingaram as gestões desenvolvidas buscando nomes representativos para disputar as eleições de 15 de novembro próximo.
  • O que verificamos é o resultado da escolha entre dezenas de inscritos que postulavam o registro de suas candidaturas.
  • O quadro não é diferente em relação aos candidatos às Prefeituras cearenses; em particular, a situação é crítica, o despreparo assume proporções impressionantes.
  • Aproximam-se as eleições; os que comparecerão às urnas devem saber votar, não podem se deixar levar pelos demagogos e pelos nulos.
  • O voto deverá ser exercido conscientemente, sem qualquer vinculação.
  • O eleitorado terá participação importante nos destinos do Estado.
  • É preciso que sejam sufragados candidatos com folha de serviços prestados, que tenham de forma concorrido ao engrandecimento do Ceará.
  • Somente escolhendo bem, os cearenses terão condições de esperar realizações e obras de alcance.
  • Daí a necessidade do voto consciente, livre de ingerência.
  • A campanha eleitoral está em andamento. Esperamos que os candidatos mudem a conduta e passem realmente a debater assuntos que interessam, apontando soluções para os problemas e não as causas, já sobejo conhecidas.
  • E lavem conta a advertência: não existe lugar para demagogos e retaliações pessoais, que não constroem nem realizam.

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