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O Nordeste

Setembro de 1922, página 52 · 15 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • O Presidente Almeida visita o Congresso Nacional — NOTÁVEL DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA (Do Rio) RIO, 21 — A recepção ao Presidente Almeida, no Congresso, teve um esplendor triunfal, havendo uma concorrência brilhantíssima. O edifício estava ricamente engalanado com profusão de flores naturais. As galerias estavam repletas de senhoras. Em primeiro lugar, falou o senador Azeredo. Depois, o presidente da Câmara, Arnolpho Azevedo. Ambos foram bastante aplaudidos. Causou funda sensação e indescritível emoção, provocando até lágrimas, o discurso do Presidente Almeida. Este começou dizendo que no momento só podia dizer duas palavras muito portuguesas, muito brasileiras: «Muito obrigado». Todo o discurso era constantemente interrompido por delirantes aplausos, palmas e vivas. O Presidente Almeida continuou, afirmando: É certo — é um fato único na história do mundo — e por isso é que o diz aos congressistas brasileiros sem a menor hesitação — que não vai ali em nome de Portugal, felicitar o Brasil pela Independência, em um como cumprimento protocolar, no fundo do qual alguém poderia encontrar qualquer vislumbre de resignação. Não. Seu intuito é mais rasgado, mais profundo e mais sincero. Sendo sempre leal, não tem dúvida em dizer que ali está em nome de Portugal, para agradecer aos brasileiros o favor que eles haviam feito aos portugueses, proclamando-se independentes, no momento em que o fizeram. Irromperam de todos os lados estrepitosas aclamações, interrompendo. Depois, a excelência prosseguiu, dizendo que rápida seria a sua explanação. Os portugueses haviam sido grandes inventores do mundo, prodigiosos semeadores de civilizações. Seus braços possantes fizeram surgir das ondas em toda a parte do globo terras novas, ilhas beijadas pelo ar azul das águas que as envolviam. Assim foram eles, portugueses, à altura de tanta empresa formidável, e avançaram, sem dúvida alguma, pelo próprio e ingente esforço que empregaram, um pouco exaustos e debilitados. Se o Brasil não se tivesse proclamado independente na hora em que o fez, que aconteceria, que seria de nós, que seria dos senhores, retalhados, sujeitos à cobiça dos adversários e inimigos que lhes tomariam conta de esta ou daquela parcela, deste ou daquele trapo de terra? Que seria de nós, portugueses, que, sem podermos nem devermos conservá-los sob nossa ação, sob nossa tutela, tudo teríamos perdido aqui: a hospitalidade para os nossos compatriotas, a manutenção das nossas tradições, a continuação do poder da nossa raça e, mais que isto, a nossa língua admirável que falamos, língua que foi inspiração épica em Camões, que gemeu em Bernardes, que foi escultura e mármore em Antero de Quental, que é impetuosa e magnânima em Junqueira, que foi sonho de amor em Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu, e que foi a estupenda realização da poesia, harmonizada com a liberdade, harmonizada com a abolição, neste surpreendente Castro Alves. O Presidente prossegue: «Quando Pero Vaz Caminha escreveu ao rei de Portugal, noticiando a descoberta da terra do Brasil, empregou este termo: «E Deus que aqui nos trouxe». Alguma razão teve para isto. A ilha era uma predestinação. Mas seria fazer daqui uma colônia que enriquecesse Portugal, o que nunca, aliás, esteve no intuito dos portugueses.» A predestinação era desvendar aqui um mundo que, mais tarde, havia de ser aquilo que hoje é o Brasil. Foi nesse dia, no mesmo dia solene em que a Cruz de Cristo se encravou aqui, do Cristo que para os brasileiros tem representado uma espécie de ídolo claro, do Cristo que, para os brasileiros, é como que um patrono do progresso e civilização e Independência, do Cristo que é, para os brasileiros, o símbolo augusto da inteligência que os brasileiros sempre têm demonstrado em toda vida pública, porque souberam erguer aqui uma religião que, sendo a religião dos portugueses, decorreu sempre com serena e tranquila ordem dos espíritos e consciências, e porque finalmente souberam erguer, com o seu estatuto político de essência democrática, um instituto religioso em absoluto aceitável, desde que os brasileiros estão afortunadamente andando na vida política. Ainda agora, ao que consta, vão dar o último fecho ao primeiro ciclo da sua história, colocando no Corcovado a imagem de Cristo. Fazem bem, porque ele é símbolo para os brasileiros, para os portugueses, para todos os que amam a Humanidade. Devo dizer com toda a franqueza que ao entrar na baía de Guanabara, tive pena de não a ter visto, porque o queria saudar como português, como tendo sido o primeiro e o menor donatário desta terra, verdadeiro descobridor dela, porque, se Pedro Álvares com a sua esquadra veio aqui em nome do amor da Pátria, veio sobretudo em nome e por amor de Deus. Ainda se estendeu em mera consideração o Presidente Almeida. Ao concluir, a excelência foi delirantemente aplaudida. —Depois, o Presidente Almeida visitou o Supremo Tribunal, acompanhado do Presidente Epitácio. Ali, saudou o então doutor André Cavalcanti, respondendo-lhe a excelência.
  • Palavras entusiásticas do Presidente Epitácio sobre a amizade que une Portugal e Brasil RIO, 21 — Na feira do Gabinete, moram o jornalista Carlos Malheiro Dias, o Presidente Antônio José de Almeida e o Presidente Epitácio Pessoa. O doutor Epitácio começou dizendo que não ia fazer, propriamente, discurso, pois não queria violar o programa da última sessão. Não podia, entretanto, deixar de agradecer as generosas referências feitas a sua pessoa por Carlos Malheiro. O correr do seu colorido e expressivo discurso. A vinda do chefe da Nação portuguesa ao Brasil fora sempre uma ideia que lhe sorrira, compreendendo que ela significaria o maior fortalecimento da amizade entre os dois povos irmãos. É uma prova irrecusável de que não gostam das intrigas ou quaisquer alegações contrárias à união de brasileiros e portugueses no Brasil. Felizmente era o que verificara, como era desejo seu, o Presidente Almeida, atravessando triunfalmente a cidade do Rio, aclamado por brasileiros e portugueses. Em nossas ruas e avenidas se comprimia numerosa, vibrante, imensa multidão para saudá-lo. Sabia agora que o Presidente da Nação portuguesa levaria, ao regressar à Pátria, a certeza de que esta complicada questão de dupla nacionalidade que tira o sono aos tratadistas do Direito Internacional, nada exprime, não tem mesmo significação alguma. Seria a primeira vez que um chefe da Nação portuguesa e Portugal, que visitaria o solo do Brasil, falando estas palavras se chamam. O discurso do Presidente Almeida depois da Independência. Esta ideia lhe sorrira. Era este o seu desejo, era este o seu sonho. Foram aplaudidíssimas as palavras do Presidente Epitácio.

Anúncios, notas e expediente

  • Expediente O NORDESTE, Sexta-feira, 22 de Setembro de 1922
  • Telegrama Banco do Lira Taxa para £ (Inglês) Franco 63 Lira [...] Manacá, Maranguape, Acaraú, Atunté, Maty, Guaramiranga, Caldeirão, Quixadá, Quixeramobim, São Paulo, Santana, Sobral, Aracati, Baturité, Aquiraz, Maracanaú. [...] 31.50 M Telefone
  • Anúncio Leite de Colônia Hanseatica
  • Nota social Convite à colônia síria
  • Anúncio Quem beber um copo da cerveja HANSEATICA, não beberá mais de outra qualidade. É atualmente a cerveja da moda. Não tem rival. Experimentem!... Preparada para atender, exclusivamente, às exigências do paladar cearense. Companhia Hanseatica — RIO DE JANEIRO Agente geral no Ceará — Álvaro de Castro Correia
  • Nota social Heróis do passado As legendas e tradições do passado ornam o clero brasileiro daqueles tempos da justa áurea do patriotismo. Falhas e deslizes existiram entre aqueles vultos eclesiásticos, muitas vezes o arroubo das paixões partidárias ateou-lhes na alma o germe revolucionário, confirmando destarte a proclividade humana para o torvelinho das revoluções. Coincidentemente, encontrando-me neste recanto sertanejo, anfiteatro de fatos importantes da história regional do Ceará, venho continuar nas colunas d'«O Nordeste» as pesquisas históricas do sul cearense — o Cariri. Esta zona não é mais aquele centro de guerrilhas d'outrora. O progresso vai reformando o caráter do povo nalgumas determinadas esferas, para o bem. A difusão do ensino, os novos trâmites da política, o saneamento rural, a criação da diocese cratense, com sua benéfica operosidade religiosa, social e educadora, formam o elenco de uma perfeita remodelação e costumes na região caririense. As fontes históricas desta zona oferecem largo descortino ao rebuscador de fatos. O maior vulto histórico do clero do passado neste rincão foi incontestavelmente o pároco de Jardim, de 1816 a 1757 — o vigário colado padre Antônio Manuel de Sousa. Não se me acoime de exagerado o leitor: nas visões deste passado longínquo que remoçamos nesta época centenária, os padres Miguel Carlos, Saldanha, João Martins de Moraes e o diácono Alencar, não superam, no cômputo histórico dos fatos, os feitos legendários da hercúlea atividade desse velho cura sertanejo. Os nossos ilustrados historiadores cearenses dão-nos diversas origens locais do vigário colado Antônio Manuel de Sousa: o ínclito senhor doutor Barão de Studart, autoridade competentíssima, afirma que o velho sacerdote era natural da Serra do Martins, município de Porto Alegre (Rio Grande do Norte). O coronel J. Brígida, em seus vários escritos históricos, diz filho de Apodi, no mesmo Estado. Houve quem o supusesse cearense, oriundo do Aracati, neste Estado. Era filho de José Soares de Lemos e D. Maria Soares. Clérigo desde 1800, são desconhecidos os informes acerca dos seus primeiros anos após o sacerdócio. Paroquiava em Apodi, no Rio Grande do Norte, e em Pombal, paróquia da atual diocese de Cajazeiras, na Paraíba. Cônego honorário da Capela Imperial, condecorado com o hábito de Cristo por D. Pedro I, o padre Antônio Manuel não se deixou levar pelo fulgor das honras: não consta que tivesse usado aquelas distinções, comprovando-se a simplesa de seu espírito. Exerceu o paroquial em Jardim, na zona do Cariri. Os biógrafos do padre Antônio Manuel, entre os quais o coronel J. Brígida em prisca rememoração publicada em outubro de 1857, o fazem mencionado como um dos mais antigos sacerdotes evidentes no Ceará, naquela época. De 1617 a 1857 computa-se o cinquentenário de lutas deste clérigo — que tinha bastante instrução, uma inteligência pronta, muita coragem e uma abnegação a toda prova, vontade férrea, era homem de resistência. A caridade ilimitada era um homem do povo. Assim relata o biógrafo do padre Manuel de Sousa, concretizando neste trecho as primorosas centelhas do seu caráter. O político, o patriota, o sacerdote caridoso, veremos a seguir. P. A. Piquete (Continua)
  • Telegrama IMAGEM EM EXPOSIÇÃO Na «Casa Alcântara», acha-se em exposição bela Imagem de São José, encomendada para a matriz do Aquiraz. O vulto do glorioso Santo é realmente de ser contemplado.
  • Telegrama Telegramas DO PAÍS (Do nosso serviço telegráfico) Odisseia dos pescadores do Nordeste RIO, 21 — O comandante Pimenta enviou o seguinte telegrama ao Presidente Epitácio: Os pescadores baianos, depois de lutarem 28 horas contra formidável temporal, foram obrigados a abandonar o «Saveiro», completamente desarvorado, pois queriam prosseguir o «raid» e não voltar à Bahia. Os pescadores rio-grandenses do Norte vieram de Cabo Frio até aqui em 9 horas. Lutaram também contra um tufão, desgarrando-se um bote. Passaram quatro dias sem comer nem beber. São assombrosas tanta coragem, bravura e resistência. Só o patriótico governo de V. Excelência compreende o valor dessa pobre gente. Os pescadores sergipanos chegaram, ontem à noite, vindo de Itabapoana aqui a remo. Deputado Dr. Moreira da Rocha A bordo do paquete «Ceará» tomou passagem, ontem, para a capital da República o ilustre deputado federal, Dr. Manoel Moreira da Rocha. Ao seu embarque, compareceram numerosos correligionários daquele conhecido político cearense. Notas militares RIO, 21 — Foi reformado o general Atendes de Moraes. O coronel Júlio Moraes Carneiro foi graduado no posto de general de brigada. O coronel Egydio Palpone foi classificado no 1º de Caçadores nesta capital. O coronel Odorico Henriques foi classificado no 19º de Caçadores na Bahia. O tenente-coronel Manuel Ferreira Lima foi transferido para Cruz Alta. O coronel Lima Câmara foi transferido para Cuiabá. DE UTILIDADE PÚBLICA RIO, 21 — Foi sancionado o projeto que considera de utilidade pública a Sociedade Brasileira de Belas Artes. Duas notícias do Rio RIO, 21 — Inaugura-se, hoje, o Pavilhão das Indústrias. — Haverá hoje um espetáculo de gala no Teatro Municipal, em honra do Presidente Almeida. Uma pensão de 400$000 RIO, 21 — O vereador Pirp Ribeiro apresentou um projeto na Câmara, mandando conceder à viúva Visconde do Bom Conselho, uma pensão de 400$000 mensais. Pelo mercado de açúcar RIO, 21 — O mercado de açúcar, hoje, foi o seguinte: entradas: 6.000 sacos; saídas: 6.000 sacos; estoque: 167.963. São as seguintes as cotações: cristal branco $540, segunda sorte $500, mascavinho $360, mascavo $280. Pelo mercado de algodão RIO, 21 — O mercado de algodão regulou, hoje, o seguinte: saídas: 480 fardos, estoque: 76.000 fardos. As cotações são as seguintes: nos sertões: 37$500; primeira sorte: 37$000, mediano: 34$000.
  • Anúncio VESTIR com elegância e bom gosto, economizando dinheiro, só na Alfaiataria Amando. Praça do Peneira, 34.16/10.
  • Nota social Sociais Aniversários Pelo DR. MISAEL GOMES. — Ontem decorreu a data do aniversário natalício do nosso prezado e ilustre amigo, reverendíssimo padre Dr. Misael Gomes, procurador lente catedrático de História do Colégio Militar, e sacerdote altamente estimado pelas suas qualidades de espírito e reconhecida ilustração. Apresentamos ao reverendíssimo padre Dr. Misael Gomes os nossos afetuosos parabéns, acompanhados de sinceros votos de felicidade. — Faz anos, hoje, a senhorita Rita Palácio, filha do senhor João Falcão. Visitantes Fez-nos atenciosa visita o abnegado capuchinho Frei Manoel, um dos mais ardentes batalhadores da milícia de Cristo. Frei Manoel, em conversa conosco, exprimiu-nos a sua absoluta solidariedade com os termos por que coligimos a passagem do dia 20 de setembro, dia em que os piemonteses de Victor Emanuel, sob o pretexto de unificação da Itália, usurparam ao Santo Padre os seus legítimos territórios pontifícios. Agradecemos, com a abundância de coração, a atenção do distinto capuchinho. — Fez-nos afetuosa visita o jovem Eduardo Penna, da Liga dos Moços Cavalheiros de Cristo e professor da Escola Pio X. Agradecemos a sua atenção. Viajantes ANTÔNIO FURTADO. A bordo do paquete "Ceará", seguiu ontem, para o Rio de Janeiro, nosso inteligente patrício Antônio Furtado, filho do nosso diletíssimo amigo, coronel Hermenegildo Furtado. O distinto moço que terminou os seus estudos em Caraça, veio em gozo de férias ao Ceará, regressando agora para prosseguir os seus estudos no Seminário dos Padres das Missões, em Petrópolis. Acompanham-no os nossos melhores votos de constantes prosperidades. Falecimentos Faleceu, anteontem, nesta capital o nosso inditoso compatrício, senhor Olímpio Bezerra Filho, que, por longo tempo, dedicou a sua atividade ao comércio, nesta praça. Recebeu os últimos sacramentos, preparando-se, assim, com os confortos da religião, para a grande viagem. Numerosos parentes e amigos. Apresentamos os nossos pêsames a toda a sua família, especialmente ao seu venerando pai, coronel Olímpio Bezerra, ao seu irmão Antônio da Graça Bezerra e ao seu cunhado, Dr. Henrique Autran. Paz à sua alma. — Às 4 horas de ontem, faleceu nesta cidade o senhor José Pinto Teixeira, funcionário do Estado. Seu enterramento realizou-se ontem mesmo. À enlutada família enviamos a nota sincera do nosso pesar. O CEL. JOSÉ GOMES. Tivemos a infausta notícia de haver falecido no dia 18 do corrente, em sua fazenda «Patos», município de Acaraú, o venerando cearense, coronel José Gomes Rodrigues de Albuquerque, que gozava, no Estado, geral conceito e subida estima. A sua morte causou grande consternação. Apresentamos os nossos pêsames aos seus dignos filhos Enéas Rodrigues de Albuquerque, Dr. Octávio Rodrigues de Albuquerque, lente catedrático da Escola de Minas, de Ouro Preto, atualmente na Alemanha, em comissão de estudos das minas de Ruhr, Adalberto Rodrigues de Albuquerque, D. Mocinha Rodrigues, residente em Sobral; às suas irmãs Irene e Regina Albuquerque; D. Ana Rodrigues, casada com o Dr. Francisco Jaime de Andrade, com residência em Sobral, e D. Zuleika, Amélia e Maristela Rodrigues; aos seus cunhados farmacêutico J. F. Rodrigues de Andrade e D. Maria do Carmo Vasconcelos; aos seus irmãos coronel Henrique Rodrigues, prefeito de Sobral e D. Rosa Rodrigues Frota, esposa do coronel Estanislau L. Carneiro da Frota; ao seu sobrinho Andrade e aos seus primos deputado Francisco de Paula Rodrigues, líder da Assembleia Legislativa, deputado Thomaz Rodrigues, presentemente líder da bancada cearense na Câmara Federal, e Dr. Alberto Rodrigues.
  • Nota social Missa de 7º Dia Será celebrada em sua intenção, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus. A Escola Pio X demonstra sua gratidão para com aquele colégio pelo generoso donativo que lhe fez.
  • Telegrama PROCURA-SE a quem entregar nesta redação um estojo de maquiagem, perdido no trajeto do bonde da Alagadiço.
  • Anúncio PADARIA. Vende-se uma bilha montada, na porção de Lagoa (Afonso Pena). Tratar à rua 24 de Maio, 31.
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