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O Nordeste
Abril de 1923 · 16 trechos transcritos
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- S. Paulo e Ceará A Escola Apostólica de Baturité — Novos Paulos do sertão Resolveram os jesuítas portugueses, que constituem a província da Companhia de Jesus, operante no norte do Brasil, reatando as tradições dos seus antigos irmãos, cujos trabalhos de evangelização foram fator de decisiva importância no desenvolvimento e progresso da nossa pátria, fundar perto da cidade de Baturité, Estado do Ceará, um seminário de vocações religiosas ou Escola Apostólica. Chamam-se assim na Europa os institutos onde se educam e formam novos obreiros evangélicos, que garantem, com pessoal novo, a continuidade e perpetuidade da ação benemérita dos discípulos de Santo Inácio, no campo do ensino, da educação e do progresso. Querem os jesuítas do norte angariar novos elementos brasileiros para sustentar as obras já existentes, ampliar-lhes a esfera de atividade e criar outras, reclamadas pelas necessidades intelectuais e morais daquela vasta região. O empreendimento tem encontrado grande apoio, não só por parte das autoridades eclesiásticas, como também de todas as consciências retas que lhe compreendem a salutar eficácia e benéficos resultados. É superior da província do norte o padre Antônio Pinto, sacerdote de larga capacidade e extraordinário zelo, e que tanto tem viajado e constantemente viaja pelo Brasil, que bem merece o cognome dado outrora ao egrégio Manuel da Nóbrega — o padre voador. A Escola Apostólica de Baturité já possui terreno, doado pelo preclaro pastor diocesano do Ceará; mas a construção do edifício exige o dispêndio de avultada quantia a fim de preencher os seus elevados objetivos. O padre Antônio Pinto tem procurado granjear os necessários recursos, apelando para a inexaurível liberalidade dos católicos brasileiros. Acolheram-no com acentuada simpatia os do Estado de São Paulo, cuja generosidade excede a qualquer medida. Organizouse ali uma comissão composta de prestigiosos homens e que tem trabalhado com afinco, produtor de considerável efeito. Pela sua população, riqueza e adiantamento, o Estado de S. Paulo equivale hoje a uma nação, e nação mais valiosa do que várias da América e da Europa. A sua capital, que tem simbolicamente o mesmo nome do Estado, porque o resume, é a terceira cidade da América meridional e figura entre as cidades notáveis do globo. Sobrepuja, em número de habitantes e outros elementos de vida, mais de um Estado da União brasileira. Poderoso centro de convergência e irradiação, mais feliz, a este aspecto, do que o Rio de Janeiro, capital da República, forma soberbo núcleo de confluência e de expansão, do qual são tributários parte de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, e, provavelmente, mais tarde, o Paraguai, o Uruguai, o Peru e a Bolívia. Próxima de cidades populosas e prósperas, como Santos, Jundiaí, Campinas, Rio Claro, que se lhe tornaram arrabaldes, em consequência dos progressos do automobilismo e da aviação, ascenderá, em breve, a cidade tentacular, cidade-empório, cidade-império, como Buenos Aires, Londres e Nova Iorque. Visitar S. Paulo é receber um sopro de animação, de conforto, de confiança, respirar o salutar ambiente de colossal oficina de trabalho, gozar o estimulante influxo de magnífica estação de radioatividade espiritual. Entre as suas superioridades, conta S. Paulo a de que nenhum ponto da terra acolhe mais cavalheiramente os hóspedes e visitantes, sendo presentemente um dos pontos do planeta onde, porventura, vive e floresce maior número de nascidos em outras plagas. Sem embargo do seu vivaz e louvável regionalismo, é o Estado da Federação que mais facilita e proporciona a filhos de outros Estados o acesso às altas posições políticas e administrativas, sem preocupação bairrista, se eles se destacam por talentos ou virtudes. Há disso numerosos exemplos em todas as épocas; a atualidade apresenta um, na suprema gestão do Estado. Não surpreende, pois, que S. Paulo haja dispensado ao padre Antônio Pinto e ao projeto relativo à Escola Apostólica de Baturité a mais favorável atenção, garantidora do pleno êxito da obra. Lembrou-se S. Paulo de que a legendada Piratininga, da qual procede a atual metrópole, fundaram-na os jesuítas, sob a direção do padre Manuel de Paiva, embora Martim Afonso de Sousa antes lá houvesse estado, de passagem, vindo de S. Vicente. Manuel de Paiva estabeleceu em Piratininga o colégio do que foi professor José de Anchieta, o taumaturgo do Brasil, uma das figuras culminantes da história nacional — José de Anchieta cuja canonização não tardará, e de quem asseverou um escritor: “Se a Companhia de Jesus é no Brasil um anel de ouro, José de Anchieta representa a pedra preciosa desse anel.” Belo, significativo, exemplar, consolador é o gesto de S. Paulo coadjuvando o padre Antônio Pinto, no sentido de se construir o instituto do longínquo Baturité, no Ceará! Ainda uma vez, provou o como compreende e pratica a solidariedade nacional. Verdade é que Baturité oferece curiosas afinidades com São Paulo. Como em S. Paulo, em Baturité, de clima suave, e opulenta uberdade, cultiva-se café e algodão. O café, cujas plantações em S. Paulo são, no conceito de um publicista, o maior esforço agrícola da humanidade, verdadeira maravilha vegetal — léguas e léguas de solo, povoadas por milhões e milhões de árvores exóticas, florestas e florestas, simetricamente plantadas e cultivadas pela mão do homem, o café veio do Norte. No município de Baturité, existe uma povoação denominada Caio Prado, o jovem e ilustre estadista paulistano, presidente, durante o Império, do Ceará, onde prematuramente sucumbiu. Tudo isso, naturalmente, contribuiu para o modo cavalheiroso como S. Paulo correspondeu ao pedido do padre Antônio Pinto, representante dos chamados pelo genial Castro Alves “Vândalos Sublimes” do Cordeiro, batedores da milícia de Deus. Altivas da fé, plagas do amor; e pelo irônico discreto Machado de Assis, que lhes consagra duas entusiásticas poesias: “Os Semeadores”, “Paulos do Sertão”. Os paulistas, que outrora foram ao Norte destruir a república que manter, cooperam agora, num fraternal impulso, em formosa e profícua construção nortista. Da colaboração de um paulista com um cearense, proveio uma dos primores da arte universal — o Guarani, romance do cearense José de Alencar e música do paulista Carlos Gomes, que morreu glorificado no extremo norte. Agora, de novo, a Pauliceia sorriu a Iracema. A terra dos cafezais, provindos do norte, concorreu para a melhoria da terra de verdes mares bravios, e onde canta a jandaia na fronde da carnaúba. Reconhecido a seus fundadores, particularmente a Anchieta, S. Paulo deu meios para a formação de discípulos e continuadores de Anchieta, para que surjam, provavelmente, novos Paulos do sertão.
- A festa das árvores, nas Escolas Públicas As cores de que as crianças mais gostam. O Dr. [ilegível] fez uma porção de experiências para reconhecer qual a cor que é mais agradável às crianças. Para esse efeito, colocava, aos pares, rodelas de papel de cor sobre fundo cinzento. E assim associando as cores a uma e duas, e perguntando às crianças quais eram aquelas de que mais gostavam. De 191 respostas precisas, dadas por meninos e meninas, resultou ser preferido o azul 55 vezes, o verde 40 vezes, o encarnado e o amarelo 45 vezes cada um. A cor preferida pelas meninas foi 30 vezes o verde, 20 vezes o azul, 23 vezes o encarnado, e só 10 vezes o amarelo. Destas e doutras experiências feitas, resulta que o verde é a cor favorita dos meninos, e que os meninos preferem as combinações do azul. A franqueza não consiste em tudo dizer, mas somente dizer a verdade.
- Do ilustre diretor da instrução pública, recebemos o seguinte: “Como já noticiastes pelo vosso conceituado jornal, esta Diretoria está envidando todos os esforços para realizar, no primeiro sábado de maio, com o máximo brilhantismo possível, em todas as escolas públicas do Estado, a Festa das Árvores, de acordo com um dispositivo do Regulamento da Instrução. Prestaríeis um grande serviço a esta Diretoria, se fôsseis publicando, desde logo, nessa folha, produções, em prosa e verso, a propósito das árvores, de escritores e poetas cearenses, nacionais, ou mesmo portugueses, que se prestarem a ser recitadas na referida solenidade. Será esta uma maneira brilhantíssima e proveitosa de a Imprensa do Ceará associar-se a festejos de tanta monta, pela sua alta significação econômica e social. Saudações. - Lourenço Filho, diretor geral.” A iniciativa da diretoria da Instrução de realizar a festa da árvore, com o plantio de uma delas pelas alunas de cada escola e lições explicativas sobre a sua utilidade à vida do homem, não podia deixar de ser mais feliz, porque, na verdade, “todo homem deve às árvores um preito de funda exaltação sentimental”. No Ceará, então, é ainda mais valiosa essa propaganda da árvore, esse estímulo a que a amemos, porque, precisando dela em vista das condições do meio físico, nem assim lhe temos o amor que devíamos até por uma necessidade da própria conservação. Atendendo à sugestão acima, iniciamos a publicação de trechos literários em louvor da árvore, com esse belo tópico de Coelho Neto. <A ÁRVORE> “Ela é a purificadora do ar que respiramos, ela é que nos garante a fonte que jorra para nossa sede e para a rega dos campos, ela é a fiandeira de sóis: — caem-lhe na copa os raios caniculares e ela, desfiando a chama, dá apenas o calor ao que se chega à sua sombra; ela é a beleza cercando a morada em que vivemos, ela é a nossa confidente discreta, porque é sob seus ramos que abrimos francamente o coração, deixando livres as saudades e as reminiscências — assim é a árvore viva. Morta, ela é tudo — o princípio e o fim: berço e esquife, e, entre esses dois polos, tudo mais é floresta: a casa e o templo, o leito nupcial e o altar, o carro que trilha os campos, o navio que sulca os mares, o cabo da enxada e a haste da lança, tudo é madeira, tudo é árvore, é a floresta — Coelho Neto.”
- VEM A FORTALEZA A COMPANHIA MARIA LINA-BRANDÃO SOBRINHO Visitou-nos ontem o Sr. Ary Nogueira, que veio a Fortaleza tratar da realização de uma temporada artística da companhia Maria Lina-Brandão Sobrinho, de comédias, revistas e operetas, presentemente trabalhando no Recife. O Sr. Nogueira, secretário da empresa, comunicou-nos que a companhia virá, na primeira quinzena de maio, a Fortaleza, onde trabalhará no Theatro Majestic. É o seguinte o elenco da companhia, que o Sr. Nogueira nos assegura excelentemente organizado: Brandão Sobrinho, Arthur d’Oliveira, Raul Soares, Antônio Valle, Aldírio Ferreira, Paulo Ferraz, Henrique Machado, Antônio Coutinho, Carlos Barbosa, Inácio Brito, Maria Lina, Victória Soares, Amélia d’Oliveira, Judith Rodrigues, Violeta Ferraz, Guilhermina dos Anjos, Angélica Silveira, Antônia Marzulo, Regina Duarte, Alzira Gomes, Alice Braga, Alice Lordrant; Maestro Sinfrônio d’Ornellas; ponto, Manoel Ulisses; contrarregra, Tobias Rodrigues; secretarias, Santos Júnior e Ary Nogueira. A peça de estreia será “Levada da Breca”, de Abadie Faria Rosa. Agradecemos ao Sr. Nogueira, que regressa hoje ao Recife, a gentileza de sua visita.
- O crime de ter consciência O tribunal revolucionário de Moscou, a Corte do Soviet, ou que outro nome possa ter, condenou à morte o arcebispo de Petrogrado, monsenhor Cieplak, e o administrador dos bens das igrejas católicas, Butkevitch. Cinco prelados e padres católicos foram ainda condenados a penas que variam entre três e dez anos de prisão. O crime cometido por esses homens era o de resistência à requisição da propriedade sagrada. Eles não resistiram, porém, à mão armada, nem utilizando elementos de força que os tornassem perigosos à ordem material do país: resistiram pelo protesto, que é um recurso consagrado na própria técnica do processo judicial, o que equivale a dizer que a sua resistência não tinha por si mesma efeito prático. Senhores do poder, senhores da força, senhores do terror que implantaram na Rússia, os membros do Soviet de Moscou poderiam tomar conta de todas as propriedades da igreja católica e não encontrariam para esse ato nenhum impedimento, como não encontraram quando o que lhes despertou a cobiça se guiou foram os palácios e os domínios dos grão-duques decaídos. Mas, por uma questão sem dúvida de princípio sectário, eles quiseram dar à resistência apenas moral do clero católico o caráter de uma contravenção penal. Arrastaram, assim, a um tribunal poluído de paixões e de rancores os sacerdotes que se haviam limitado a cumprir um dever de consciência. Imposto pela regra de suas comunidades, criado pela fé, cultivado no exercício quotidiano da piedade. O crime do arcebispo de Petrogrado e de seus companheiros de infortúnio foi, portanto, em suma, o de possuírem uma consciência. Não se precisa acentuar o caráter revoltante da sentença.
- A festa da Caixa Escolar, sábado, domingo e segunda-feira Segundo colhemos, prosseguem cada dia mais animados os preparativos para as festas populares, que, em benefício da Caixa Escolar, se realizarão sábado, domingo e 2ª feira próximos, no Passeio Público. Essas festas são promovidas pelas professoras dos Grupos desta capital, com o concurso de todos os alunos, que assim facilitam às crianças indigentes os benefícios da Instrução primária. Em todos os grupos escolares, é intensa a animação por essas festas de benemerência, que vêm despertando a mais viva simpatia. As alunas dos grupos têm trazido grande cópia de brinquedos, pequenos objetos úteis e toda a sorte de prendas, para os leilões e barracas de sortes, que farão parte do programa dos festejos. E, por falar nisto, que em breves dias publicaremos, podemos adiantar que consta também de jogos infantis no 2º plano do Passeio, dos quais se destaca o basquete, diversão interessante, adequada a meninas e de posturas elegantíssimas, a que o público de Fortaleza ainda não teve oportunidade de assistir.
Anúncios, notas e expediente
- Nota social Abril de loja. Numa Ferraz saudações. Admirado pelos jornais e anúncios do [ilegível] passava perto da estrada de [ilegível], comprei aos meus filhos [ilegível]. Muito atacada encanto de noite. O bem que faço. Pode fazer [ilegível] cr.
- Anúncio Vermífugo puro, infalível e inócuo. Farmácias do Brasil. Largo, 149 e 151. Óleo italiano, francês. Falsificações, evite-as. Coelho & Cia.
- Nota social A verdade não se inunda. Cartas recebidas de pessoas. Referente à publicação de [ilegível] Júlio de [ilegível] nomeados por todos. Pelo portador, uma pessoa que me pede o seu remédio e me mostra ter, pelo gosto de ver-se reconhecida, dado por J. Anho depositado em: Rio Branco, à (3ª, 5s. e Mb.)
- Anúncio Venda deste [ilegível] & C. n. 156. [ilegível] na cruz. Às Filhas: 3$000, 1$200, 3$000, 5$600. Seu tempo: 1$500, 3$5000, 4$000, 6$000, 4$000, 3$500, 5.000, 6.000. Íris e Bruna Maria, em 4$5000, 6.000, 4$000, 4$000. Enc. Santa Isabel: 2$500, 4$000. Fé: 1$500, 800, 4$500, 4$500, 4$500, 4$0000, 4$0000. Popular (6 v.): 3$0000, 3$000, 5$000, 3$000, 30$000. Lei de Deus, instruções: 8$000, 4$000, 2$500, 36$000, 3.000, 1$500, 3$000. [ilegível] instruções: 10$000, 5.000, 5.000. Um apêndice do autor (4 v.) ou o Catecismo. [ilegível] enc.
- Expediente ANO I O NORDESTE Furtado e José Martins Rodrigues Administração A. Ildefonso de Araújo Fortaleza - Quarta-feira, 18 de Abril de 1923
- Nota social Atualidades Affonso Celso
- Telegrama Se se dispara, de curta distância, uma arma de fogo portátil, contra uma placa de vidro, a bala atravessa-a, praticando apenas um orifício, igual ao seu diâmetro. Se a placa for suspensa por um fio, ao receber a bala não se lhe nota a menor vibração. Um oficial alemão inventou uma lâmpada de acetileno, que pode ser transportada por um homem e ilumina uma extensão de mais de 100 metros. Espera-se que a referida lanterna se propague muito, sendo destinada a procurar feridos depois das batalhas e a construir fortes durante a noite.
- Telegrama Inequívocas, os órgãos dos vemos do Brasil e da Polônia. Os esforços da Santa Sé de obter que se poupe a vida dos dois condenados encontraram o melhor acolhimento no seio de outros governos, que procuram, com a suspensão da execução da sentença, atenuar de qualquer modo o intento de ingerir em via de coação. Atenderá o Soviet ao grande horror do mundo? É impossível conjecturar. A Rússia conhece mais o mundo. Se o que o Soviet deseja é ferir de morte o sentimento cristão, lutando com inferioridade de meios: a morte é o que me impede, contra o efêmero pasmo do poder arbitrário — Moscou, vinte séculos de mares ora bravios, ora turvados, poucas vezes serenos, ensinam que a barca de Pedro não afunda. (Do Correio da Manhã)
- Telegrama Telegramas DO PAÍS O enterro da viúva de Farias Brito RIO, 16. — Realizou-se, ontem, o enterro da viúva de Farias Brito, o qual teve grande concorrência. A sagração do bispo de Goiás RIO, 16. — No santuário de N. S. Auxiliadora, de Niterói, realizou-se, ontem, a cerimônia da sagração episcopal de D. Manuel Gomes de Oliveira, bispo de Goiás. Na mesma ocasião houve a imposição do pálio a Helvécio, arcebispo de Manaus e irmão daquele novo bispo. A cerimônia foi presidida por D. Sebastião Leme, com a presença de vários bispos. A morte de um vigário de Montevidéu RIO, 16. — Faleceu o padre José Maria San, vigário de São Francisco, em Montevidéu, e conhecido amigo do Brasil e verdadeiro apóstolo. “A Ordem” RIO, 16. — No presente número, “A Ordem” publica um artigo muito comentado contra a maçonaria. A influência da Igreja na independência do Brasil RIO, 16. — Anuncia-se para breve o aparecimento de um livro do arcebispo de S. Paulo, D. Duarte Leopoldo, sobre a influência da Igreja na independência do Brasil. Elogios à medicina brasileira RIO, 16. — Dizem de Nova York que o Dr. Hugh Young, membro que recentemente viajou na América do Sul, fez os maiores elogios ao progresso da medicina, especialmente no Brasil, que possui vários médicos em [ilegível] que honram o mundo. Os vapores da Navegação tocarão na Bahia RIO, 16. — O [ilegível] do exterior recebeu do adido comercial em Roma a comunicação de que os vapores da [ilegível] Navegação tocarão na Bahia. [ilegível] Muitos [ilegível] senhorita leu. RIO, 16. Contra ela, além do sentimento coletivo da humanidade, já se pronunciaram, em manifestação.
- Anúncio SABONETE RITA O Sr. Júlio Esteves, agente comercial nesta praça, fez-nos presente de uma caixinha do sabonete “Rita”, aromático, [ilegível], ideal para toalete, lançado por M. J. Rodrigues, e exportado por O. Loureiro & Cia., de S. Paulo, do que aquela firma é representante nesta praça. O sabonete “Rita” é um recomendável produto da indústria nacional, com muita aceitação nas praças do Sul. Agradecemos a gentileza da oferta.