Hemeroteca
O Nordeste
Junho de 1923 · 10 trechos transcritos
Manchetes desta página
- INTERESSES DA MARINHA Aqueles que se lembram do discurso com que o dr. J. P. Veiga Miranda transmitiu a pasta da Marinha ao almirante Alexandrino de Alencar, terão, de certo, pasmado ante o inopinado ataque que lhe fez aquele senhor em seu recente livro intitulado: «Quatorze meses na pasta da Marinha». Para os que não se lembram, aqui transcrevemos alguns tópicos, a fim de que possamos fazer, com clareza, o paralelo adiante feito. Disse o dr. Veiga Miranda: «Há poucos meses, quando nos visitou o construtor Yarrow, declarou ele que desejava ver alguns de «seus filhos», assim chamando aos contratorpedeiros saídos de seus estaleiros. Mais direitos tendes vós de chamar assim, não só aqueles dez pequenos e belos navios, mas a quase todos da nossa esquadra, oriundos dos vossos denodados esforços, bem como aos nossos aparelhos de guerra a alguns metros abaixo e a muitos metros acima do nível do mar... São vossos filhos, e se as coisas duras e materiais também tivessem sensibilidade, estariam todos a esta hora em regozijo por verem assumir a gestão dos negócios que a eles interessam o mesmo nome eminente e bravo que os fez nascer e para estes mares os trouxe.» E nesse diapasão continua o dr. Veiga Miranda, elogiando sempre o Velho Almirante, confessando até que lhe seguiu sempre a orientação das iniciativas, quanto à navegação aérea, radiotelegrafia, etc. até sentir-se: «elevado perante todos de ter como sucessor na pasta da Marinha o glorioso e eminente chefe que todo o Brasil admira e respeita.» Além de tudo isso, ao comprar o contratorpedeiro «Pourpoise» à casa Lage Irmãos, deu-lhe o dr. Veiga Miranda o nome de «Alexandrino de Alencar», em homenagem à Marinha! Dessa honra, que lhe foi dada como um abraço de tamanduá, declinou o almirante nobremente em sua resposta àquele discurso. Nesse dia, falando à classe, dizia ainda o almirante (como quem adivinhando): «Ninguém brilha desconsiderando. Não é o meio que se abaixa para destacar os indivíduos, são os indivíduos que sobem naturalmente honrando e respeitando os seus pares.» Falemos agora do livro do dr. Veiga Miranda: através de trezentas páginas, pretende ele demonstrar que o almirante nada fez pela Marinha, que não é eminente, que não é bravo, que não é profissional, que não tem orientação, que ninguém no Brasil o admira ou respeita e outras coisas de idêntico jaez. Procura provar a deficiência da Marinha, com a demora em apresentar-se a D. N. O. O. (Divisão Naval em Operações de Guerra) ao ser mudada para um setor de patrulha no Mediterrâneo. Hojc, após seus quatorze meses, se se quisesse enviar para lá a mesma divisão (sem ser em pé de guerra, coisa aliás muito diferente, como é fácil prever) talvez três meses não bastassem para seu aparelhamento. É verdade que a Marinha nada tinha, visto que nada lhe dava o legislativo, do qual o dr. Veiga Miranda fazia parte, aliás. Enfim, todo esse rancor literário do dr. Veiga Miranda, parece ter sido originário do fato de ter o Tribunal de Contas negado registro a contratos por ele feitos com várias firmas, a fim de realizar melhoramentos na Marinha. Atribui ao almirante a influência nessa decisão. Ora, o almirante, informando contra, agiu de acordo com os fundamentos do parecer número 1.471 de 20 de Dezembro de 1922, do consultor jurídico do Ministério da Marinha. É certo que o dr. Veiga Miranda, homem probo, justiça lhe seja feita, tinha as melhores intenções, mas sua orientação não estava de acordo com a do Velho e estimado almirante que, lhe sucedendo, havia de, naturalmente, fazer vigorar aquela que de fato lhe assegurou na classe todos os títulos que lhe deu o dr. Veiga Miranda no seu discurso de entrega da pasta. Antes seguir com franqueza, desde logo, orientação oposta à de alguém, que tecer louvores... de amigo urso. J. C. Dias Costa Marinha Brasileira.
- METERAM-SE, realmente, onde não eram chamados, e com uma impertinência estranhável, os ilustrados confrades do «Correio», quando comentaram os reparos que fizemos ao relatório do sr. Adauto Fernandes, delegado de polícia desta capital. O «Correio» reconhece que o sr. Adauto não tinha razão para se procurar defender, no relatório, atacando, desabridamente, aos jornais supostos adversários, bem como o direito, em que estávamos, de revidar aos conceitos com que nos mimosearam o subalterno imediato do dr. chefe de polícia. Entenderam, porém, que o órgão da arquidiocese (Pedimos vênia ao «Correio» para lembrar-lhe que, embora jornal desassombradamente católico, rigidamente obediente à autoridade eclesiástica, «O Nordeste» não é o órgão da Arquidiocese. Este é, unicamente, o Boletim Arquidiocesano...) cai em contradição consigo mesmo, quando nega mérito à atuação do delegado; por isso que já muitas vezes fizemos praça da consideração que, à polícia, mereciam as sugestões desse jornal, de tal sorte que houve tempo em que, pela frequência das notas em que dávamos conta dessa obediência aos nossos mandos, não faltou quem supusesse que esta redação é quem inspirava a delegacia de polícia... Não podiam os confrades do «Correio» encontrar argumento mais ingênuo e de lógica mais inane para provar a nossa contradição. Aliás, não é de admirar que lhes falecesse a lógica, uma vez que os reparos à atitude do «O Nordeste» são tão pouco da iniciativa da redação que mais bem colocados estariam nas solicitadas do jornal. Quem, na verdade, em sã consciência, deduzirá que, do fato de, em certo tempo, termos registrado que a polícia atendia às nossas sugestões, não possamos, agora, desconhecer o mérito do delegado Adauto? Exatamente por isso, é que poderíamos melhor negar o merecimento. O que a nossa crítica pretendeu demonstrar, e os confrades fingem não perceber, é que o sr. Adauto, quando dizia fiz e aconteceu, gabava-se de façanhas alheias, bancava a gralha que se enfeitava com as penas do pavão. De fato, o sr. Adauto pode dizer, de consciência, que trabalhou pela extinção do jogo e pela localização do meretrício? Se os colegas, pela regra de que noblesse oblige, votam pela afirmativa, preferimos, de bom grado, ficar com a opinião pública, que, justamente, lhe nega essa virtude. O último reparo do «Correio» está no havermos dito, com irreverência e injustiça, fazendo um paralelo inadmissível, que «o sr. Adauto, na violência de linguagem, banca o estilo Epitácio». O «Correio» escandaliza-se, não, de que «O Nordeste», que sempre rendeu homenagem e fez justiça ao antecessor do sr. Arthur Bernardes, apareça com uma inopinada irreverência ao ex-presidente da República. E, na ilusão de defender o teu proclamado ídolo, o senador João Thomé, os colegas incendeiam-se de um vivo entusiasmo, barrando, decididos, qualquer suposta heresia contra o mesmo. Que ingênuos, Santo Deus! Até parece que não nos leram bem, mas tropeçaram... Com efeito, quando dizemos que o sr. Adauto, na violência e linguagem, banca o estilo Epitácio, não exprimimos que o ex-presidente fosse o precursor do delegado de Fortaleza, nem fizemos paralelo algum entre este e aquele. Tinha graça! O que ali se quer exprimir, e é o que todo o mundo pode perceber, é que o sr. Adauto pretendeu imitar o estilo do sr. Epitácio, cuja violência de linguagem é uma verdade inconteste. O que a distingue, porém, é que ela não atinge, pessoalmente, aos adversários, mas aos seus processos. Daí a diferença imensa que o separa do delegado Adauto, que apenas quis, na nossa apropriada expressão, bancar o estilo Epitácio, quer dizer fazer de Epitácio no seu relatório. Já vai, porém, demasiado longo este cavaco com os melindrosos confrades, que estão, por certo, tomados do prurido quixotesco de combater seja o que for e a quem quer que seja...
- Publicações Origem da viação férrea cearense O sr. Octávio Memória, funcionário da Rede de Viação Cearense, acaba de publicar um livro sobre as origens da mesma, com cuja oferta nos distinguiu. É um paciente estudo de documentação, em que foram coligidos pelo autor, cuidadosamente, os dados necessários para a história do início e prosperidade da via férrea cearense. O seu trabalho se divide em várias partes. Na [...], Exórdio histórica, traz-nos o sr. Memória a história da via férrea do Baturité, exploração e estudo da mesma, inauguração dos trabalhos, em sua primeira fase, explorada por empresa particular. Pois, temos a mesma estrada encampada pelo governo do império, regime arrendatário e rescisão do contrato do arrendamento à «South American». Junto a esses dados históricos, vêm demonstrações da quilometragem da «Baturité», condições financeiras, horário dos trens, quadro do pessoal existente, diversas reformas por que têm passado e os diferentes chefes engenheiros que a têm dirigido. Como apêndice, trata, por fim, o sr. Octávio Memória da estrada de ferro do Sobral, sua origem e desenvolvimento, através de várias fases até o estado atual; da linha de ligação Fortaleza-Itapipoca; a linha Ceará-Paraíba; ramal do Icó, ramal do Orós; ramal do Poço dos Paus; ramal do Patú; ramal de Quixeramobim. Ainda se notam, na obra em questão, vários quadros e clichês da Rede Cearense. Origens da viação férrea cearense, que foi publicado em comemoração ao Centenário da Independência, é, como se vê, um copioso repositório de documentos das estradas de ferro do nosso Estado, editados carinhosamente pelo autor para utilidade dos quantos se dedicam ao estudo dos interesses reais do Ceará. Nossos parabéns, pois, ao sr. Octávio Memória, pela publicação da sua obra, que representa, pelo menos, um nobre e elevado esforço de sua parte.
- PELA MORALIDADE SOCIAL Veio o dr. Delegado de Polícia pelas colunas do «Diário» dando uma satisfação pública sobre a sua não autoridade e competência nos casos de despejos de prédios. Nunca se afirmou e nem se disse que o delegado de polícia é investido de atribuições que por sua natureza caibam à esfera de outras autoridades. Pensamos que a questão do desrespeito ao pudor é da alçada policial, quando ele é praticado por cafetões e cafetinas. E o dr. Delegado de Polícia sabe que o cafetismo é uma profissão proibida exclusivamente pela polícia, em todos os tempos, em todas as nações cultas do mundo, especialmente nos países que professam a religião católica. Haverá outra coisa que tinge mais uma sociedade do que a hedionda propagação do cafetismo? Ele conspurca os costumes públicos e afronta o pudor da sociedade, e o que afronta a moral pública é crime previsto pela lei penal e, sendo crime, exige que a polícia o evite. Há um avultado número de mulheres que, devido às suas idades avançadas, alugam prédios e vivem de explorar meretrizes, mantendo casas de recursos. Pessoa fidedigna nos afirma que, à rua Major Facundo n. 356, existe uma dessas casas chamadas de recursos, que é toda subdividida por tabiques, ali entrando e dali saindo estrangeiros e nacionais, a qualquer hora do dia. Será possível que a polícia não tenha competência para evitar semelhante desregramento? Não acreditamos em tal, porque o próprio Delegado de Polícia se julga competente sob todos os pontos de vista para dirimir esses crimes. O sr. dr. Delegado, em o seu Relatório, há poucos dias apresentado ao dr. Chefe de Polícia, diz estas sensatas palavras: «Na categoria dos meios de polícia preventiva, estão a proibição do uso de armas, a não permissão do jogo e lavolagens, a prisão por ameaças, desordens e ofensas à moral, a localização das meretrizes» (Relatório do Delegado de Polícia, pág. 8). Vemos mais no referido Relatório os seguintes dizeres: «Os impulsos de libertinagem e as tendências para a corrupção provocados em nossa terra pelas estações calmas e abundante alimentação azotada e excitante, um clima sempre quente, fizeram com que os atentados contra o pudor e honestidade das famílias aumentassem consideravelmente em nossa capital». (Relatório do Delegado, pág. 15) Permita o dr. Delegado a nossa divergência nesse seu particular modo de encarar a propagação dos atos imorais». Parece mais acertado dizer-se: proíbam-se as casas de recursos e o cafetismo por meio da localização do meretrício, que caiu importante questão social quando não se resolva, melhorará consideravelmente. Não queremos dar conselhos ao dr. Delegado e nem ensinar-lhe o caminho a seguir, porque quem escreve um relatório e diz em boas letras redondas: «Esses atos contra o pudor em Fortaleza constituem uma modalidade de quase nenhuma importância»... (Relatório, pág. 15). Se os fatos contra a honra são de quase nenhuma importância para [...], grita no ermo, além clama em favor da moralidade. Se às páginas 15, do citado Relatório, se contém o que já dissemos, às páginas [...] diz o seguinte: «O lenocínio, esse ignóbil tráfico de misérias, em nosso meio, sempre se verificou em mulheres de pouca idade, etc. «A honra, que para nós deve ser o primeiro dos sentimentos do homem, mereceu todo o esforço que a polícia pôde despender; se mas não fez, é porque os ofendidos não se queixaram». Às páginas 17 do Relatório, contém um período interessante que é o seguinte: «Mas o grande problema social que continua despertando o interesse público e das famílias, as quais devemos proteger em nome do direito, da ordem e da moral, é o saneamento da capital, fazendo expurgar de suas principais ruas o extraordinário e assustador número de meretrizes»; e linhas abaixo diz: «Depois trabalhamos titanicamente na questão da localização das meretrizes, conseguindo fazer sair do centro das principais ruas habitadas por famílias vinte e oito dessas desventuradas criaturas». É admirável! Teve o dr. Delegado de Polícia competência para fazer retirar vinte e oito meretrizes do centro da cidade, sem despejá-las! A sua competência será transitória nesses casos? Quem já ouviu dizer que a questão da localização do meretrício é da esfera do direito civil e a polícia nada tem com isso? Porque a ação da polícia se fez sentir em ruas mais remotas e não se estende a uma das mais centrais, que é a Major Facundo, cortada por bondes, ao pé da Praça do Ferreira? Porque esta misteriosa condescendência, este privilégio? As famílias que residiam perto das 28 decaídas removidas mereciam porventura mais acatamento e respeito do que as que habitam à rua Major Facundo? Estas últimas deram causa a serem equiparadas a mulheres públicas? Haverá alguém que se atreva a negar que na casa 356 da rua Major Facundo há uma cafetina, estabelecida com casa de recursos, explorando meia dúzia de infelizes mocinhas, e que tem o referido prédio subdividido com tabiques, até a própria sala de visitas? Quereis negar que essa gente tem sido chamada à polícia por motivo de escândalo público? É inconcebível que semelhante estado de coisas continue em uma cidade com foros de civilizada e quando a polícia mostra tanto interesse em moralizá-la, como se evidencia do Relatório do dr. Delegado de Polícia.
- ESGOTO DE FORTALEZA Estes linhas — pálidos reflexos do meu sentir — têm um objetivo: é dizer que, cada dia, cada hora, cada minuto que se passa, é mais uma certeza que tenho de que não pode absolutamente prevalecer o exame feito da água do Açude do Acarape do Meio, a fim de ser aproveitada para o abastecimento de Fortaleza. Esse exame foi feito sem a [...] do estrito! Exame que, feito ao inverno, não serve, porque as chuvas adulteram as águas. O rio Pacoti «salga e vai no verão», não carecendo dizer, que não acontece assim no inverno. Ademais, cumpre tomar na devida consideração, para que são feitos os açudes. — Como medida preventiva contra as secas, para que os nossos irmãos aqui possam viver, esquecidos da infeliz Amazônia, que tem tragado milhares de cearenses tão úteis à família e à Pátria! Deus te proteja, padre Barbosa de Jesus, que, da tua banca de trabalho, proteges os nossos irmãos com o ouro da tua pena! Eu, do meu retraimento humilde, muito do meu modo de ver, daqui do recluso recanto dessa serrinha dourada, vou fazendo o que posso, vou dizendo o que sei. Num destes últimos dias, soube, por pessoa fidedigna, que o senador João Thomé, o futuro presidente do nosso Estado, é contra a retirada da nossa água para o abastecimento pretendido da capital; louvando o alcance de vistas do honrado cearense, compreendi a razão e é que o dr. João Thomé conhece o vale do município de Redenção e o açude de Acarape, visa o que não se dá com o ilustre dr. Justiniano de Serpa, atual presidente; se assim não fosse, estou quase a afirmar que o caso em apreço, já estaria resolvido, não dando ensejo ao presente cavaco. A água desviada tira o seu efeito benéfico à região que é sua, portanto, é contra a natureza, quer isto dizer que a tal princípio se opõem até as leis naturais. Nasci na serra de Baturité, sou irmão do rio Pacoti, sua água é uma porção de mim mesmo, daí o meu estremecimento quando ma querem levar. Aqui fico de pena em riste para pôr embargos à ligeireza dos açambarcadores, que não orientam devidamente o Governo, perdoando os desalmados, na suave fim do dia, alentado pela Fé, embaindo nela Esperança do que a sorte dos que por esta terra morrejam te não tornará mais mesquinha e ingrata. Valme do Vale Acarape, Serrinha, junho, [...].
Anúncios, notas e expediente
- Expediente Redação: drs. Andrade Furtado e José Martins Rodrigues Administração: A. Ildefonso de Araújo
- Telegrama NÃO nos atribuímos glória alguma nem damos alguma coisa ao próximo, pois nada damos de bens nossos, mas apenas distribuímos o que temos recebido de Deus para esse fim. LUIS VIVES
- Expediente ANO I Fortaleza—Segunda-feira, 11 de Junho de 1923 NÚM. 285
- Nota social Recebemos, a propósito, o seguinte: «Na qualidade de amigo da moral (um dos preceitos mais belos da humanidade) e já tendo lido, algumas vezes, nesta folha de que tão dignamente chefiais a redação, reclamações contra as imoralidades, que a cada dia se praticam nesta cidade, em casas exclusivamente para [...], venho cientificar-lhe que, dentre estes estabelecimentos ignominiosos, existe mais um situado na rua Santa Isabel, n. 222, cuja dona é a decaída de nome Neocinda. A referida pensão é frequentada por indivíduos não somente de baixa condição, mas também por pessoas de responsabilidade. Espero, portanto, não deixeis de, pelas colunas do vosso conceituado jornal, bater sempre contra este cancro que vem degenerando o povo de nossa terra. Tomo a liberdade, para tanto, por ver n'O Nordeste o verdadeiro paladino batalhador e defensor da moral sã e perfeita. Aguardando a publicação desta, subscrevo-me com perfeita estima.—P.»
- Nota social Selos & Cupons Dos interessantes pequenos Maria José Maria, Julieta, Carmelita, Humberto, Maria Stella, Maria, Cláudia e Maria Nair, filhos do sr. Israel Fontes e de D. Antônia Fontes, receberam 241 roupas de lã para o Asilo de [...]. Recebemos mais, para as crianças pobres, os donativos de 51.000, de um anônimo, também oferecido pelas pequenas Maria José, Julietinha, Carmelita, Humberto, Maria Stella, Maria, Cláudia e Maria Nair de Fontes, filhas do sr. Israel Fontes e de D. Antônia Fontes, em comemoração ao 18º aniversário de casamento de seus pais, temos: Quantia: o [...] um [...] Várias crianças: [...] Imperícia comercial: um [...] Total: R$ [...]