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O Nordeste

Junho de 1923, página 54 · 26 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Inquérito literário. Entrevista de Antonio Salek
  • Contos e episódios históricos
  • Do ilustre tenente-coronel J. Cunha Leal, comandante do 23º de Caçadores, recebemos a carta infra: «Fortaleza, 18 de Junho de 1923. Exmo. Sr. Redator do «O Nordeste». Cordiais saudações. Rogo a fineza da publicação, em vosso conceituado órgão, do que se segue para informação dos Corpos de Tropa do Exército, em face da parte relativa ao regulamento disciplinar, art. 421, item 34, que proíbe: «publicar ou fornecer para publicação documentos oficiais, embora não reservados, sem licença da autoridade competente; discutir ou provocar pela imprensa discussões sobre assuntos militares, salvo os de natureza exclusivamente técnica, observados, rigorosamente, a delicadeza e o respeito devidos às autoridades militares». Em tal atuação no comando do 23º Batalhão de Caçadores, desde 12 de Março, tendo exigido que se tomem as mais severas medidas, punindo disciplinarmente com inteira justiça e benção de ânimo, de acordo com os regulamentos em vigor, aqueles que se desviam do caminho do bem, como um dever de satisfação ao público e autoridades desta Cidade, venho, como militar altivo, brioso, disciplinado, honrado e cumpridor dos meus deveres, declarar que tudo o que for de meu conhecimento, inclusive o inquérito policial militar que submeti à sua consideração, com o fim de solucionar, ou como julgar mais conveniente, relativo a quem cabe a responsabilidade do vício de alteração da data de praça do citado ex-sargento e de que foi encarregado o Sr. Major Fiscal José de Siqueira Campos, em 20 de Maio. Ainda como dever de lealdade, acabo de capear com um ofício dirigido ao Sr. Coronel Comandante da 7ª Região Militar, o citado jornal. Sem mais assunto, penhorado agradeço a publicação, subscrevendo-me com todo respeito e máxima consideração. J. Cunha Leal, Ten. Cel.
  • Do Dr. Moreira de Azevedo recebemos a carta infra: Fortaleza, 16 de Junho de 1923. Exmo. Sr. Redator d'O Nordeste. Saudações. Na seção paga de vosso conceituado órgão, o indivíduo João Alves, residente em Santana do Cariri, fez inserir, ontem, umas alegações torpes em que, à falta de melhor argumento, este devedor insulta ao Cel. Antônio Fernandes Lopes, cidadão respeitável, benemérito e Presidente da Associação Comercial do Ceará, pelo único motivo de estar este cobrando em juízo o que lhe deve ele, João Alves. Não vem de ontem a mesquinha campanha comercial, dando o exemplo, aliás, de mais exemplar conduta. O seu detrator, entretanto, não contente com o formidável prejuízo que seu genro deu ao comércio de Recife e de outras praças, com sua escandalosa falência, injuria aquele digno cidadão por não se resignar ele ao eterno desembolso do que lhe deve este mesmo agressor. Infelizmente, nos tempos que correm, enquanto ao devedor que não paga assistem todas as prerrogativas, o credor, que não recebe o que lhe devam, só tem um direito: o de ouvir, calado e impassível, toda sorte de doestos e diatribes que atentam contra sua dignidade e brio. E ainda se diz por feliz o credor se, como está sucedendo ao digno Cel. Antônio Fernandes Lopes, não vir por um fio a sua vida, pendente do mandato confiado a um famigerado sicário. Os processos de eliminação sumária do credor não têm sido, infelizmente, privilégio das regiões do Inferno Verde. Queira desculpar-me, Senhor Redator, por essa revolta a que me obrigou a revolta de meu espírito em face de tão torpes expedientes. Não cabe sobre a mesma, ou que apareça, fazer qualquer comentário, em face de tão torpes expedientes. Am.º Cr.º Grato Moreira de Azevedo. João Alves internado no hospital da Santa Casa. O seu [...] o credor, no são [...] de oito [...] de que goza o [...] praça e na de Recife. O Cel. Fernandes Lopes, agente [...] ou [...] o [...] portador deste caráter rigidíssimo, com um coro de 40 anos de [...] e [...] vitorioso.
  • Últimas Notícias O mercador Raymundo Pereira de Paula enviou-nos 1.050 cupons para a Sociedade de São Vicente. O menino Francisco Pinheiro de Oliveira ofereceu-nos para a Sociedade de São Vicente de Paula 600 cupons, pela data de seu aniversário.
  • O Dr. Tancredo de Araújo requereu ao Superior Tribunal de Justiça uma ordem de habeas corpus em favor de Honório de Sousa Milhomem Filho, pronunciado na comarca do Icó. O Superior Tribunal de Justiça, em sessão realizada a 15 do corrente, concedeu unanimemente a ordem impetrada, anulando o processo.
  • O incêndio do almoxarifado de “Orós” O distinto cavalheiro teve a gentileza de mostrar-nos a seguinte carta que lhe foi enviada de Orós, em que se fala do incêndio do almoxarifado da «Dwight Robinson», no local daquele açude: «Orós, 15 de junho de 1923. Caro amigo, São 6 horas da manhã e ainda continua o incêndio do almoxarifado, com o prejuízo quase total. Ao que parece, foi ateado o fogo, propositalmente. Ontem, foram dispensados muitos empregados do dito armazém. O povo está indignado por falta de pagamento e mais porque os americanos só dispensam os empregados brasileiros, que são substituídos por barbadianos. Se não houver uma providência enérgica, teremos que lamentar, em breve, fatos desagradáveis. O escritório geral está sendo guardado por forças da polícia local. Os «cossacos» andam com os [...] pelas bodegas e não encontram quem os troque, por preço algum. É muito provável, se não houver pagamento, que sejam registrados casos muito lamentáveis, pois esse pessoal é analfabeto, em sua quase totalidade e não se importa de promover distúrbios. Faz medo, às vezes, andar-se pelas ruas, tal a fúria dos pobres operários, que juram liquidar tudo, se não houver pagamento. É horroroso o momento entre nós. Continua o incêndio. Em carta seguinte lhe contarei o que houver.» A Inspetoria das Secas recebeu um relatório provisório, em que são avaliados em 300 contos os prejuízos do incêndio do almoxarifado da «Dwight», em Orós. Foi aberto inquérito.
  • Em torno dos desastres de bonde Recebemos a carta que abaixo estampamos. As informações sobre o caso tivemo-las da pessoa da família da própria senhora, vítima de desastrosa queda do bonde. Está claro que as nossas censuras referem-se aos condutores que não cumprem o seu dever e não têm respeito ao público. Eis a aludida carta: «Ilmo. Sr. Redator. Saudações. Acabamos de ler no vosso conceituado jornal, sob a epígrafe «A malvadez de condutores de bondes», uma injusta reclamação, na qual V. Exa. não distinguia; deste ou daquele, nos trata de desatenciosos e grosseiros. Injusto, porque quem vos informou afastou-se muito da verdade. Eis o fato narrado pelo próprio condutor, o que pode ser comprovado por mais de uma testemunha. O bonde n.º 2, na viagem que vinha fazer quarta-feira, na Praça 8,15, ao chegar à rua Santa Isabel, os dois meninos que viajavam com a senhora de que falou o vosso jornal, pediram ao motorneiro para diminuir a marcha do carro e saltaram. A referida senhora, vendo-os saltar, aprontou-se também para descer com o carro ainda em movimento. O condutor, vendo o perigo a que a mesma se expunha, deu sinal de freio e com o choque produzido pela súbita parada do carro, fez com que ela caísse, ferindo-se levemente na cabeça, não sendo exato que a mesma corra perigo de vida. Acidentes desta natureza registram-se quase que diariamente, motivados, na maioria dos casos, pela imprudência dos Srs. passageiros. Infelizmente, Sr. Redator, existem entre os nossos colegas alguns, que não desempenham o serviço, como manda o regulamento da companhia e a boa educação. Como condutores que somos e não nos julgando no número destes, pedimos a V. Exa. fazer uma retificação na supracitada reclamação, pelo que desde já nos confessamos agradecidos. Somos de V. Exa. obrigados. Fortaleza, 16 de junho de 1923. Oscar José Barbosa, Francisco Freire Bandeira e Thomé Moreira Franklin.»
  • Casualmente, se feriu Na manhã de hoje, pelas 7 horas, na estação de bondes da Light, o condutor 239, Manuel Ferreira, ao conversar com um companheiro, brincando com uma faca, feriu-se na coxa, tendo seu estado bastante grave.
  • A desumanidade de um médico Pedem-nos a publicação do artigo infra, estampado no «Correio do Ceará», a propósito da morte do nosso inditoso patrício Aldovrando Pinto: «Comoveu a todos, neste Estado, a morte prematura e inesperada do inditoso Aldovrando Pinto. Não sabem, porém, aqueles que o queriam e estimavam, o gênero de morte que o vitimou, nem a agonia inenarrável e desumana que lhe foi infligida pelo desnaturado diretor da Casa de Saúde do Rio Comprido, que foi o seu próprio médico operador. Tendo ido ao Rio, a fim de se submeter a uma inspeção médica, após ter consultado vários facultativos e passado pelo exame dos raios X, foi pelo Dr. Fernandes Vaz, clínico com quem muito simpatizara, convidado a operar-se em uma Casa de Saúde, da qual era coadjuvante na prática dos martírios e torturas que ali se aplicavam aos infelizes incautos! E assim, por mercantilismo sórdido e desconhecimento completo da mínima noção de responsabilidade, não querendo perder a presa e o preço de seu próximo assassinato, não trepidou em efetuar a operação, achando-se o paciente sob um excessivo estado nervoso que lhe não permitia dormir ou alimentar-se, abatendo-se a olhos vistos. Começou daí o seu primeiro crime. É lícito a um médico operar um doente quando ele passa por alta crise nervosa? Não deve esperar que se acalme ou considerar impossibilitados de intervenção cirúrgica melindrosa aqueles cujo organismo de uma exagerada sensibilidade mórbida não a permite suportar? Não é ainda isto, porém, que apontará ao público a crueldade do Dr. Fernando Vaz, mas, o monstruoso e infame procedimento de que usou para com o meu infeliz irmão, deixando-o falecer só e abandonado, proibindo que se avisasse às pessoas de sua digna família, e sem ter em conta, a vítima, que foi socorrida na farmácia Sombra. Acha-se em campanha. Que esse [...] católico devia recusar os [...] de sua [...] à Providência, recebendo os sacramentos na véspera de casa maldita que lhe [...]. Passemos a expor. Aldovrando, operado de uma hérnia, e [...] bem disposto e bondoso com [...] parentes e amigos, [...] o visitavam, [...] espaçar suas [...]. Em caso de necessidade, [...]. Ah! Não adivinhei a aflição que lhe [...]. Logo no dia seguinte, os incômodos se agravaram, sendo feita junta médica em seguida, sendo examinado. Um dos médicos recomendou que prevenissem a família, ao que se opôs terminantemente o bárbaro [...], como afirmamos, é [...] da «Casa do [...] Intencionada». Tendo cessado as visitas diárias [...] de sua família, bem como amigos, inquiriam, [...] duas horas, de seu estado de saúde, a que respondia invariavelmente: — «passa bem». É preciso notar que a resposta era dada, quando se encontrava o mesmo [...]. No dia 20 de [...] às duas horas da [...] uma sua extremosa [...], como o Sr. Coronel [...], pediu informações. Lentamente, repetiram ainda: «passava muito bem». Sentindo-se, porém, [...] aquela dedicada [...] informou-se, novamente, às [...] horas da tarde, e sendo dito — «passa mal», [...] automóvel e a toda velocidade, chegando, encontrou-o já preparado com [...] última morada. E eis como [...] meu infeliz irmão, [...] sofrendo a agonia mais dolorosa e severa que [...] racional foi delegada [...] de [...] que [...] em presenciar os [...] de sua indecisão. Assim, extinguiu-se [...] vida, roubando [...] de sua distinta [...] desvelados filhos, [...] mais um rosto amigo [...] os olhos, o [...] o cadáver. Custa a crer em [...] adversidade! Até aos próprios [...] à morte pela justiça, nunca se lhes recusou o consolo de abraçarem [...] suas últimas [...]. Afetivas foram fielmente dadas e cumpridas. Meu adorado irmão, tão bom, tão sensível, cujo [...] jamais abriu, cujo espírito clarividente em todos que se [...] viam sempre as belezas, esquecendo os defeitos. Meu pobre irmão, [...] de te deixar [...] mercenário em [...] risonha, não [...] simples mercador. Paira em teu [...] fundo e impenetrável. O que teria induzido o esculápio a [...] vissem os teus? Alguma palavra apressou o desenlace? Só tu o poderias [...]. O algoz bem sabe que não falam! Constou-nos que enfermeiras chegaram aos pés da enferma, implicando que considerasse a família, ao que respondeu ser isso impossível, pois havia recebido ordens superiores. Meu irmão era cheio de vida; pulmões e rins perfeitos, fora verificado. Sucumbiu de peritonite, por incúria da casa, instrumentos e ferros que não foram escrupulosamente esterilizados e inspecionados. A polícia do Rio de Janeiro deve tomar medidas, mandando vigiar esse tipo de «Casas suspeitas», onde crimes são impunemente praticados. E enquanto os [...] os espaços, os sons se [...] milhares de milhas, [...] se intensificam todos os ramos da [...] humana, essa pobre [...].»

Anúncios, notas e expediente

  • Expediente O NORDESTE. Segunda-feira, 10 de Junho de 1923
  • Anúncio Novidades em fogos para salão. MERCEARIA CAMOCIM 2816
  • Telegrama Telegramas DO PAÍS O caso do Estado do Rio RIO, 16 — O Sr. Juvenal Lameira será o relator da comissão de justiça no caso do Estado do Rio, devendo ler, terça-feira, o seu parecer. O movimento gaúcho Combate aos sediciosos PORTO ALEGRE, 16 — As forças do deputado Firmino Ramos, com um efetivo de setecentos homens, deram combate aos sediciosos de Belisário Batista, não se sabendo o resultado. Disposições com a segurança pública PORTO ALEGRE, 16 — O governo do Estado autorizou à Secretaria da Fazenda a emitir notas promissórias ao juro anual de 7% para atender às despesas extraordinárias com a segurança pública. Protesto do Conselho Municipal de Cachoeira RIO, 16 — O Conselho Municipal de Cachoeira telegrafou ao Presidente da República protestando contra a injustiça da insólita campanha feita pelas municipalidades dos outros Estados contra o benemérito governo do Rio Grande. Os projetos do Sr. Borges PORTO ALEGRE, 16 — Corre que o Sr. Borges de Medeiros convocará, brevemente, uma sessão extraordinária da Assembleia do Estado, nomeando o General Cipriano Ferreira vice-presidente do Estado, o qual assumirá o governo perante a mesma. Esquadrão policial PORTO ALEGRE, 16 — Em Santiago do Boqueirão, o Cel. Lucas Oliveira criou um esquadrão policial, com um efetivo de 70 praças. 18 mortos, 70 feridos PORTO ALEGRE, 16 — Informação governista diz constar que no combate em Passo da Costa o inimigo teve 18 mortos e 70 feridos. Foi repelido PORTO ALEGRE, 16 — Um piquete sedicioso fez incursão em Bom Jesus, sendo repelido para a fronteira de Santa Catarina. Incorporou-se aos legalistas PORTO ALEGRE, 16 — O deputado Prunes incorporou-se às forças legalistas. Expulso PORTO ALEGRE, 16 — O General Honório Lemos expulsou das fileiras o sedicioso Antônio Augusto Azevedo, por depredações praticadas. Um telegrama do Conselho Municipal de Joinville PORTO ALEGRE, 16 — O Conselho Municipal de Joinville telegrafou ao Presidente da República o seguinte: «O Conselho Municipal de Joinville, sem quebra da neutralidade que o governo catarinense observa em face dos acontecimentos do Rio Grande do Sul, vem respeitosamente protestar perante V. Exa. contra a presença de mercenários estrangeiros, em lados armados, na gloriosa e nobre terra gaúcha, o que constitui um atentado aos brios tradicionais e dignificados do povo brasileiro. A nossa civilização não comportaria em seu seio a existência do caudilhismo profissional. A nossa dignidade de povo soberano repele a intromissão de caudilhos mercenários e estrangeiros em nossas contendas internas. Para dirimi-las existe o espírito conservador da nação.»
  • Anúncio A GRANDE TÔMBOLA DO CENTENÁRIO Ocorrerá no dia 15 de agosto. As pessoas incumbidas de passar bilhetes devem ativar os seus caridosos trabalhos. Até a véspera do sorteio, todos os bilhetes. Quem não fizer assim, não terá direito ao prêmio. 15 DE AGOSTO.
  • Telegrama DO EXTERIOR A Inglaterra e as propostas alemãs LONDRES, 15 — É ainda de expectativa a situação quanto à atitude do governo, em face das novas propostas alemãs. Segundo o «Daily Mail», a França reclama somente que o Reich cesse a organização oficial da resistência passiva no Ruhr. Era necessário que a Inglaterra adotasse o mesmo ponto de vista, de modo a significar à Alemanha que disso dependem quaisquer negociações. O entendimento entre a Inglaterra e a França seria, então, muito fácil. Para alguns jornais, parece certo que o governo britânico considera impossível, no momento, insistir para que o Reich cesse a resistência. Outros aconselham Baldwin a expor, pessoalmente, ao chefe do gabinete francês, Poincaré, o modo de ver da Inglaterra.
  • Anúncio Grande sortimento. Preços módicos. Casa Veneza.
  • Nota social AGRADECIMENTO Frei Marcelino de Milão vem agradecer, sinceramente, aos bons amigos de Fortaleza que tanto o auxiliaram na ereção dos novos altares da Imaculada Conceição e de São Miguel, onde ontem foram benzidos solenemente. Agradece a todos que compareceram ao ato, especialmente ao Exmo. e Revmo. Governador do Arcebispado e ao Exmo. Sr. Presidente do Estado. Celebrou hoje, no altar da Imaculada, uma Missa acompanhada de cânticos para implorar graças abundantes em favor dos benfeitores. A Virgem e São Miguel e o glorioso Arcanjo ouvirão com certeza suas preces ardentes, recompensando generosamente devotos tão dedicados. Fortaleza, 18 de Junho de 1923.
  • Nota social Sufrágios O Sr. João Calixto Amorim e família mandaram celebrar, hoje, em Porangaba, uma Missa em sufrágio da alma de seu parente Manuel Barbosa Maciel, falecido na Bahia.
  • Nota social Agradecimentos Recebemos atenciosa carta do Sr. Hildebrando Correia Lima, agradecendo-nos em nome de toda a sua família, a notícia que demos da morte do nosso venerando amigo, Coronel Gonçalo de Sousa Leitão, ocorrida em Quixeramobim.
  • Nota social Esponsais O distinto médico conterrâneo, Dr. Milton Mourão Matos, digno filho do nosso prezado amigo, Cel. Antônio Ivo de Matos, acaba de contrair casamento com a prendada senhorinha Carmen Soares de Sousa, dileta filha do Sr. Antonino Soares de Sousa e D. Antonina de Carvalho Sousa, residentes em Cajuru, Estado de São Paulo. O Dr. Milton Matos, que é acreditado clínico naquela cidade paulistana, pertence a várias agremiações católicas locais e guarda as firmes crenças religiosas que os estudos superiores ilustraram e tornaram mais sólidas. «O Nordeste» cumprimenta o talentoso médico cearense, desejando-lhe e à sua distinta noiva, constantes felicidades.
  • Nota social Aniversários SRTA. IZAURA DE LEMOS. Transcorre, hoje, a data do aniversário natalício da prendada e gentil Srta. Izaura de Lemos, extremosa filha do Sr. Francisco Gonçalves de Lemos, estimado funcionário público.
  • Nota social Visitantes JOSÉ RAYMUNDO FELÍCIO. Fez-nos atenciosa visita o nosso distinto amigo e assinante, Sr. José Raymundo Felício, residente em Crateús, onde exerce a sua atividade junto à acreditada firma Hermínio Bezerra. Agradecendo a gentileza do estimável cavalheiro, desejamos-lhe feliz estadia entre nós.
  • Anúncio MOLÉSTIAS DOS PULMÕES. Idofort. [...]
  • Anúncio Guardai cupons para os pobres das Conferências de São Vicente de Paulo. Um cupom vale um real.
  • Anúncio Vinho de Mastruz. Farmácias: Carneiro, Pasteur, Calão, Galeto e São José.
  • Nota social Visitantes Esteve nesta cidade, a negócio particular, já tendo regressado a Canindé, onde é acreditado comerciante e presidente do Círculo Católico dali, nosso amigo Francisco de Assis Martins.
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