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O Nordeste

Julho de 1923 · 26 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Pela Câmara RIO, 4. — Na Câmara, o senhor Augusto de Lima apresentou um projeto, mandando admitir ao registro, sem multa, mediante requerimento dos [...] e despacho do juiz, os nascimentos ocorridos no Brasil desde 1889. O senhor Pamphilo de Carvalho pediu a inserção, nos anais da Casa, do discurso do doutor Afrânio Peixoto, pronunciado no Instituto.
  • Com 90 anos, falece cônego SÃO PAULO, 4. — Faleceu o cônego Benjamin Toledo Mello, que contava 90 anos de idade. Era comendador da Ordem de Cristo, comendador da Ordem de São Bento e Aviz. Exerceu o sacerdócio durante 68 anos. Era tio do deputado federal Pedro Costa.
  • Os novos generais RIO, 4. — Foram promovidos: a general de divisão, o general de brigada Eduardo Sócrates; o [...] de brigada, os coronéis José Joaquim [...], Tito Vila [...], Gil Antônio.
  • NO CATETE RIO, 4. — Estiveram no Catete os ministros da Fazenda, Marinha, Guerra e o chefe de polícia. Na hora reservada à audiência dos congressistas, o presidente da República recebeu, ontem, os senadores Pereira Lobo, Antônio Massa, Ferreira Chaves, Silvério Nery, Barbosa Lima e Lopes Gonçalves, e os deputados Gilberto Amado, Chermont do Miranda, Antunes Maciel, Raimundo Miranda, José Augusto, Aníbal Toledo, Bittencourt Filho, Napoleão Gomes, Thomás Rodrigues, Raul Sé, Pinheiro Júnior, Joaquim Sales; o vice-presidente do Estado de Sergipe, Batista Bittencourt, e o senhor Ângelo Pinheiro Machado.
  • O movimento gaúcho A luta em torno de Boa Vista PORTO ALEGRE, 4. — Regressaram de Boa Vista as forças do general Firmino Paula, que foram expulsar [...] e de Erechim as tropas do general Portinho. Este declarara que se suicidaria se Boa Vista fosse tomada.
  • O combate de São Borja PORTO ALEGRE, 4. — No combate de São Borja, segundo notícias [...] os revoltosos tiveram mais de 60 baixas. Segundo as mesmas informações, os revolucionários foram dispersos, ficando incorporada, apenas, uma pequena coluna de 100 homens. A Câmara de Uruguaiana telegrafa ao presidente Bernardes.
  • RIO, 4. — A Câmara Municipal de Uruguaiana telegrafou ao presidente da República, protestando contra a intervenção das câmaras municipais de outros Estados nos negócios internos do Rio Grande.
  • O que diz «A Federação» PORTO ALEGRE, 4. — «A Federação» continua a publicar notícias fantásticas da luta no interior. Diz o órgão borgista que o general Portinho, após o último combate, ficou apenas com 200 homens.
  • A embaixada francesa no Vaticano adia uma festa ROMA, 1. — A recepção que, no dia 3, se devia realizar na embaixada francesa, junto ao Vaticano, foi transferida, sine die. Acredita-se que a transferência foi motivada pela carta que Sua Santidade, o Papa Pio XI, dirigiu ao cardeal Gasparri, a propósito da questão do Ruhr.
  • O futuro Arcebispo de Buenos Aires e o Cardeal Arcoverde BUENOS AIRES, 1. — Corre como certo, nas rodas bem informadas, que o primeiro ato do novo Arcebispo de Buenos Aires será convidar o Cardeal Arcoverde a vir a esta capital, a fim de lhe impor o pálio. Caso a designação para esse alto posto, como tudo faz prever, recaia sobre De Andréa, este pedirá a Dom Sebastião Leme, Arcebispo coadjutor do Rio, que foi seu condiscípulo no Colégio Pio Latino Americano, para convidar para a mesma cerimônia o Cardeal Arcoverde.
  • A carta de Pio XI ROMA, 3. — Nos meios oficiais do Vaticano, considera-se encerrado o incidente a que deu lugar a carta do Sumo Pontífice. Na demorada entrevista que concedeu ao embaixador francês Ounart, Sua Santidade expôs, detalhadamente, o pensamento que orientara a sua carta, salientando que a sua maior preocupação era evitar as terríveis consequências que poderiam advir à humanidade, caso os sofrimentos da Alemanha pudessem chegar ao ponto de precipitá-la no regime bolchevista.
  • A França e as despesas da guerra PARIS, 3. — Do parecer, lido pelo deputado Eymond, na comissão de finanças da Câmara, sobre o orçamento das despesas que devem ser recobradas da Alemanha, constou que a França chegou a fazer, por conta da Alemanha, até o dia 31 de dezembro de 1922, as despesas recuperáveis previstas no orçamento para 1923, que atingiram 13.500.000.000 de francos. Até o fim do corrente ano, segundo os cálculos de Eymond, a França estará alcançada por prejuízos da guerra na importância de 111.255.000.000 francos.
  • O Papa e a questão do Ruhr BRUXELAS, 3. — O Santo Padre telegrafou a Monsenhor Tace, núncio apostólico, pedindo-lhe intervir junto ao Reich para que cesse a resistência passiva.
  • Os atos de «sabotagem» aborrecem a Sua Santidade ROMA, 3. — Informações de fonte autorizada relatam o profundo pesar manifestado pelo Santo Padre, em face dos últimos atos de sabotagem, praticados pelos alemães na zona ocupada. Seu pesar é tanto mais sensível por verificar quanto [...] estes contrários aos princípios de [...] e caridade, dos quais Sua Santidade sempre foi fervoroso propugnador.
  • O Cardeal Dubois explica a carta de Pio XI PARIS, 3. — O Cardeal Dubois, respondendo a um deputado católico que o interpelou, disse que a carta do Santo Padre ao secretário de Estado do Vaticano, sobre a questão das reparações, fora mal interpretada. O Sumo Pontífice, segundo o Cardeal Dubois, tinha atribuído a ausência da paz e da reconciliação à falta de boa vontade da Alemanha, ao mesmo tempo que proclamava a justiça das exigências dos vencedores, que desejam obter garantias certas. O documento pontifical não continha, aliás, nenhuma crítica às operações levadas a efeito no Ruhr, cuja legitimidade admitia.
  • A conferência de Lausanne LAUSANNE, 3. — Ismet Rachá, chefe da delegação turca na conferência oriental, apresentou uma nota em que pediu fossem examinadas as questões da evacuação de Constantinopla, dos cupons da dívida otomana e das concessões aos estrangeiros. Os delegados aliados responderam, prontamente, à nota de Ismet Pachá. Já se observa, entretanto, nos círculos aliados da conferência, que esse documento é tendencioso e se apoia, algumas vezes, em argumentos inexatos.
  • Ameaça os Interesses Ingleses LONDRES, 3. — Alguns jornais consideram a demora da França em responder ao memorando inglês, como prova significativa e indiscutível do desejo de Poincaré de procurar o melhor caminho para chegar a um acordo com a Inglaterra. Segundo o Morning Post, as intenções de Baldwin são as mais amistosas, com relação à França. Era necessário que se pusesse de parte a ideia de que a política francesa constitui ameaça para os interesses ingleses.
  • Envio-lhe muitos cumprimentos. Peço licença para restabelecer a verdade histórica sobre Francisco do Nascimento, o Dragão do Mar. Este nosso companheiro da Campanha Abolicionista não foi ao Rio em uma jangada, e sim a bordo do vapor «Espírito Santo», com dois companheiros, levando a jangada, a qual, fundeado o navio, foi lançada ao mar e sulcou a Guanabara até o cais. Francisco do Nascimento era prático-mor, e não jangadeiro; nunca foi, como reza a lenda, ao Recife roubar escravos. Há uma figura completamente apagada hoje, a do liberto José Napoleão, que grandes serviços nos prestou nos memoráveis dias de nossas lutas contra os negreiros. Felizmente os grandes generais da abolição, José do Amaral, João Cordeiro, João Carlos da Silva Jatahy, Isac Amaral, ainda vivem e podem dizer se é ou não verdade o que afirmo. A propósito da estátua que querem levantar ao Dragão do Mar, escrevi àqueles amigos sobre a individualidade e serviços de Francisco do Nascimento e as respostas deles pretendo inserir em uma memória sobre o elemento servil no Ceará, que estou escrevendo. Do seu confrade e grande admirador, Rodolfo Teófilo.
  • A nossa distinta colega «O Unido», do Rio de Janeiro, [...] do «Centro da Boa Imprensa», reforçando a posse do senhor Ildefonso Albano, no governo do Ceará, diz o seguinte: «O novo presidente, além de católico praticante e não obstante a sua mocidade, é um dos mais cultos homens do Estado que o Brasil possui». Realmente, ainda no dia da posse do presidente Albano, o [...] recebeu a sagrada comunhão, indo buscar no pão dos [...] a reserva de energia espiritual de que necessita para o desempenho do árduo encargo — notícia que com satisfação tornamos pública.
  • A festa da “Escola Remington” A entrega dos diplomas Anteontem, realizou-se a cerimônia festiva da entrega dos diplomas à turma de alunos da escola de dactilografia «Remington», dirigida pela distinta professora senhorita Julieta Alves. A festa sobremodo sugestiva e simpática teve grande assistência de pessoas gradas e muitas famílias. Pela manhã, às cinco e meia horas, foi celebrada uma Missa em ação de graças, na igreja do Sagrado Coração de Jesus, na qual houve muitas comunhões. Às 9 horas, efetuou-se a sessão solene, precedida da leitura da condição do exame na «Escola Remington», por uma das alunas. Em seguida, foi levada a efeito interessante prova de perícia, por parte da turma — uma carta escrita em cinco minutos. Seguiu-se a entrega dos diplomas pelo reverendíssimo Monsenhor João Alfredo Furtado, o paraninfo da turma. A aluna diplomada, senhorita Filomena Paula Viana, fez mimoso discurso alusivo ao ato. Falou depois o engenheiro Cristóvão Araújo sobre a eficiência da cultura dactilográfica como fator de expansão comercial. A aluna diplomada Colita Genú fez breve discurso de saudação à diretora, oferecendo-lhe vistoso ramilhete de rosas. Encerrou a sessão o reverendíssimo Monsenhor I. A. Furtado que, em palavras brilhantes e conceituosas, congratulou-se com os alunos da turma, que dignamente paraninfou, desejando-lhes muitas prosperidades e pedindo as bênçãos de Deus sobre aquela escola de progresso, de ordem e de trabalho. Houve após linda exposição de álbuns de dactilografia, trabalhos finíssimos e que muito recomendam aquele conceituado Instituto. Com os nossos parabéns, enviamos ardentes votos de prosperidade à Escola Remington, estabelecimento utilíssimo e que tão bons serviços vem prestando à nossa terra. Eis a lista dos alunos daquele estabelecimento, que acabam de receber diploma: Carmélia Barbou, Maria da Costa Rodrigues, Couta Genú, Mundoca Costa Sousa, Carmen Cruz, Judith Paula Lima, Ninita Bezerra Pontes, Maria Luiza Abreu Gomes, Maria José Menescal Costa, Maria de Sousa Rolim, Julieta Magalhães, Edith Bezerra, Maria Cavalcante de Oliveira, Adélia Dantas, Afonina de Albuquerque, Mundica Rola, Consuelo de Alencar Santiago, Nair de Oliveira Bastos, Lia de Castro Rangel, Quitéria da Silva, Alzira Verçosa, Eulinecila Martins, Maria de Lourdes Campos, Zulmira Alves de Araújo, Blandina Dantas Pinheiro, Edith Rabello Coutinho Branco, Francisca Nogueira Pessoa, Maria Luiza de Freitas, Luiza Maia, Mercedes Maia, Landira Domingues, Maria Júlia de Oliveira, Maria Pinheiro Barreira, Raquel Magalhães, Maria Leonor Pinheiro Barreira, Luiza Rodrigues Viana, Déa Aquiles Teixeira, Raimunda Lopes de Aguiar, Maria Rosal Filha, Felisbela Cordeiro da Cruz, Antônia da Frota Aguiar, Jacinta de Oliveira Paiva, Maria do Carmo Rocha, Renato Menezes, Pedro Ferreira de Almeida, Hermes Carleial, João Moura, Milton Rodrigues Jorge de Castro Bomfim, Luís Nunes Carneiro, Odílio de Figueiredo, Zacarias Nepomuceno, Oscar Halberly e Maria José Nogueira Alcides.
  • Quando falamos, despendemos; quando ouvimos, arrecadamos...
  • Vão ser retiradas de Fortaleza as oficinas da «palurice». Uma sugestão ao doutor Luciano Veras Segundo estamos informados, é pensamento da diretoria da Rede de Viação Cearense retirar de Fortaleza as oficinas de reparos da mesma Estrada, transplantando-a para uma das estações do interior do Estado. Parece que as razões dessa medida são a conveniência do serviço, a vantagem de descongestionar os trabalhos da estação central e, mesmo, a maior facilidade com que serão atendidas as necessidades de reparos no interior do Estado. Além disso, segundo nos consta, o que, também, leva a diretoria a tomar a iniciativa é o fato de assim afastar o operariado das oficinas do meio menos pacato e menos puro da capital, onde mais facilmente se podem transviar, deixando-se seduzir por ideias anarquistas, com prejuízo, sempre, do serviço a que se entregam. De fato, em qualquer estação do interior, será mais fácil a vigilância, mais afastado está o perigo das más ideias e dos vícios e, portanto, maiores serão as energias de trabalho dos operários. Essa iniciativa merece, por estas razões, o nosso apoio. E, como supomos que o Dr. Luciano Veras ainda não assentou, definitivamente, em que ponto vai instalar as oficinas da Estrada, pedimos-lhe vênia para sugerir-lhe que o faça em Uruburetama. Sob todos os aspectos, esta estação se presta excelentemente, bem localizada, nem demasiado longe nem muito próxima da capital, com excelente clima, água magnífica, alimentação sadia. Balanté oferece ótimas condições para a localização pretendida. Essa medida tem o nobre fim de premunir a moralidade dos operários, ainda não há uma melhor, pois é a que mais se presta à fundação de um centro de operários estáveis e com arraigamento, dado a este terreno, há paróquia, de dois padres e mais da Escola Apostólica dos Jesuítas. O ideal para os governos, assim como para toda empresa industrial, é ter operários católicos, trabalhadores, honestos, dedicados, ordeiros, cumpridores, estritos, de seus deveres. Facilitar, pois, a organização dos círculos operários católicos é, antes de tudo, para tais empresas, uma necessidade da sua própria conservação. Esperamos, portanto, que seja bem recebida a sugestão que aqui fica.

Anúncios, notas e expediente

  • Expediente NÚM. 305 ANO II O PAÍS Fortaleza — Quinta-feira, 15 de Julho de 1923 Redação: [...] [Serviço especial d'O NORDESTE]
  • Anúncio Ilho & Cia. AS "GOTAS" [...] tranquilo [...] sarem-nas: coração, [...] o que [...] ven [...] os; empu-qualquer [...] que dará [...] Art. 10 [...] ser [...] RANCO. e Franco, [...] o qual, [...] comprar. [...] ao rótulo B CARVALHO e únicos depo- [...]. (2s., 4s. os.)
  • Anúncio [...] foi [...] Agrícola [...] existe [...] [...] no Brasil, [...] do ponto de [...] sem REDES neste ar- DESENHO o J. RIBEIRO 5 [...], 220. [...] cessar qualquer [...] em poucos 24-4 [...].
  • Telegrama Regulamento do mercado para compras e vendas de gêneros de Exportação, aprovado pelo Centro dos Exportadores. CONDIÇÕES (que deverão ter impressas no verso dos Contratos) [...] dador [...] o comprador [...] [...] validade, quantidade, entrega, [...] e de pagamento. Art. 1. — Os contratos de [...] por telegramas, serão [...] com assinaturas de Fortaleza [...] Art. 2. — O prazo de divergência de [...] e impossibilidade de [...] o comprador e o vendedor. [...] o direito de reclamar [...] os [...] Art. 4. — A comissão do Centro dos Exportadores consistirá, em cada caso, dos [...] das partes [...] e [...] para [...] Art. 6. — A nomeação dos árbitros será feita pela Secretaria do Centro dos Exportadores em [...] de [...] Art. 7. — A avaliação será feita por um dos peritos [...] Art. 8. — É qualquer litígio [...] de [...] parte [...] [...] Art. 11. — Em caso de ausência [...] ou de seu representante, [...] poderá [...] as [...] para representar [...] o [...] do Exportador. Art. 12. — [...] do Art. 4 [...] Art. 13. — Havendo divergência total do perito e o optar da [...].