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O Nordeste
Novembro de 1924 · 11 trechos transcritos
Manchetes desta página
- A lógica derrotistas
- Discrepância suprema Judas vai enforcar
- A agitação revolucionária no país tem dado azo às dolorosas manifestações de loucura e falta de senso. A nação presume culta, teríamos desacreditado o equilíbrio moral da nossa gente, não surgisse, por insânia ou covardia coletiva, o consolo de atitudes que valem mais que um belo modelo de dignidade cívica e bravura política. Está a posição que vem pondo o ir. dr. Arthur Bernardes, presidente da República.
- Assaltado por violentos (empara# anarchistas têm tentado submergir o país, acommetido por adversários tenacíssimos e erro perverso, investido por todos os lados, S. Exc. não vacila, não trepida, não hesita, não titubeia, não se encolhe, não se acovarda. Pelo contrário, em nobre convicção de sua elevada missão política, é a de combater, a qualquer transe, as adversidades com que Deus experimenta o Brasil, enrijar as energias cívicas enfraquecidas. O presidente luta e peleja, pugnando pelo e obriga o dever indeclinável. O ideal levantado pela opinião civil é: Brasil - a defesa da ordem, a manutenção da disciplina, a fortificação do princípio de autoridade e a segurança das Instituições constitucionais.
- Onde se proclama e propaga a cobardia, com o mesquinho intuito de ridicularizar a ação segura e decidida de S. Exc., indiferente à onda raivosa que o apostropha e investe, sereno e inflexível no cumprimento do dever, tem, pelo contrário, oferecido, até agora, um pulso forte e enérgico na repressão da desordem.
- O derrotismo nacional começa a compreender que não se deve tomar a sério a lenda de pusilanimidade do Presidente Bernardes, exposto ao país iminência de renunciar, só não tendo resistência dos amigos.
- A opinião pública, tão inépcia é a que governa, deve, face à persistência da revolta, agir e não ceder, deixando cair e abandonando a causa pública. Para restaurar a normalidade no Brasil, prejudicada pela permanência no atual estado de derrotismo, é patriotismo a atitude nobre dos poderes da República.
- A verdade é que se deve desconfiar da vitalidade cívica de uma nação cujos detentores do poder recuam ante os assaltos e entregam-se aos amotinados, à saciedade de ambições e paixões políticas. Os detentores que não têm ideal de pátria são indignos das posições que mantêm.
- O cidadão consciente de suas responsabilidades, seguro dos ideais que propugna, luta e reage, e, vencido pela força, pela traição, aniquila-se e cai. Aí está o verdadeiro dever do atual governo. A tranquilidade do país depende muito do espírito de disciplina, do princípio de ordem, da segurança das liberdades civis, ameaçadas pela anarquia militar.
- O único baluarte que sustenta a ordem é a resistência do governo. Que ninguém se engane, pois o país abrirá as portas à desordem e se erigirá um regime permanente de entrechoque de ambições desatremadas e revoltas.
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- Expediente GOVERNANTE Redacção: dra. Andrade Furtado e José Martins Rodrigues Administração: A. Ildefonao Arauio a L reoacçAo e OFRciNiUS Ceará ANNO III Rua Coronel Blzerrl- — Sabbado, 8 Novembro