Hemeroteca

Unitário

Março de 1941 · 2 trechos transcritos

Anúncios, notas e expediente

  • Telegrama A Grécia não é país industrial. Existem grau refinarias de petróleo, depósitos de munições e fábricas de armamentos que possam ser bombardeadas. Materiais que a Grécia usa são importados e utilizados tão prontamente quanto são recebidos. Senhora de longa tradição marítima, a Grécia tem infinidade de portos em seu território metropolitano e inúmeras ilhas em seu arquipélago. Fato curioso a observar é que não foi seriamente danificada até agora. Os principais objetivos militares são constituídos pelas vias de comunicação da costa. Nos primeiros dias de guerra, os italianos trataram de destruir pontes, usando bombas de 90 quilos; nas últimas semanas, começaram a utilizar bombas de 500 quilos, semelhantes às que os alemães lançaram na Polônia e estão usando contra a Grã-Bretanha. Conclui-se que a página 6 trata da composição de interesses entre Vichy, Londres e Washington. Encontrar-se-á uma fórmula para remessas de víveres, sob condições de vigilância e fiscalização, que não possam ser confiscados pelos alemães e que bastem rigorosamente para alimentar a população francesa. Resta o gesto dos alemães de se apoderar de mercadorias; as remessas seriam suspensas e o proveito tirado pelo inimigo seria de pouca monta.
  • Telegrama Importação Norte-Americana: Será de conveniência conhecer as possibilidades de exportação dos Estados Unidos da América do Norte. O Escritório de Expansão Comercial Brasil-New York está habilitado a fornecer esclarecimentos. Vejamos a súmula de publicação recente a respeito do assunto. O Brasil tem um ensejo esplêndido para introduzir praças nos Estados Unidos, produtos desconhecidos. Porém, deve ser afastado o principal obstáculo: a falta de padronização e a garantia de qualidade. O progresso tem sido generoso com o oiticica e o babassu. O Brasil continua a perder tempo precioso em consultas a importadores americanos para satisfazer as exigências. A verdade é que a América do Norte necessita de produtos que até então adquiria de outros continentes, mas não está disposta a pagar qualquer preço, sujeitando-se a 'valorizações' injustas de produtos de qualidade inútil. Recorrerão em último caso às matérias sintéticas. Exportadores brasileiros têm feito ao escritório brasileiro em New York, pretendendo introduzir matéria-prima desconhecida, indagações como: 'Os americanos pagariam?' Argumenta-se que existe um produto a ser obtido, e é lícito ao produtor e exportador calcular o custo, adicionar lucro e fazer a oferta, com amostras e condições.