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O Nordeste
Junho de 1936, página 195 · 14 trechos transcritos
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- SENADOR WALDEMAR FALCÃO: Bolchevismo e a Guerra
- Presidente, não escapar a contingência. Apreciando a oração do ilustre João Villasbôas, lembrava prazer extremo deveriam inspiradores reflexões tão interessantes e tão inteligentes, em torno de preceitos políticos, em torno de princípios jurídicos e glórias constitucionais; em quanto não, seremos primeiros construtores da Carta.
- WALDEMAR FALCÃO: E interessante, Presidente, que neste momento ameaçam os próprios fundamentos do estado jurídico, venha, em nome de Egon Melker, de Chapeó, América, a indagação sobre as cantinas, deixando, ao menos, as liberdades e garantias cidadãs. O que fazem, na prática, os que se dizem liberais? Invoca regras, preceitos liberais, cânones constitucionais. Estou referindo-me, Presidente, à propaganda geral bolchevista. E não quero pôr em dúvida a sinceridade dos princípios jurídicos, dificultar medidas de defesa extrema que o Governo da República deve tomar em benefício da própria segurança nacional.
- PIRES RABELLO: O Legislativo tem dado as medidas pedidas pelo Governo.
- WALDEMAR FALCÃO: Presidente, dispensaria entrar na análise dos brilhantes argumentos do ilustre senador Matto. Até a sessão de 21 de dezembro do ano passado, tive ocasião de falar ao Senado, fixei a interpretação que dava ao estado de guerra técnica constitucional e mostrei que a decretação do estado de guerra, de acordo com os princípios da Carta, absolutamente não atentava, nem poderia atentar, às imunidades parlamentares. Não tinha, não tenho, motivos para me penitenciar dessa opinião. Presidente, a convicção é que absolutamente não faz enlear o espírito em divagações que dificultem e impossibilitem, quiçá, a ação do Poder Executivo, no momento em que indica, demonstra, não ter tornado inerte a trama comunista, que reaparece, revive, ressurge das sombras.
- WALDEMAR FALCÃO: Presidente, não devemos esquecer: está nos cálculos da campanha bolchevista, em articulações, conspirações, ligações perfeitamente identificadas, tendentes a subverter, por movimento violento, as instituições sociais e políticas da pátria. Presidente, aonde visa penetrar, a despeito do direito, é nas tradições das nacionalidades; está no cálculo da propaganda contar com elementos que, inconscientemente, de boa fé, prestam serviço ao desígnio sombrio de Moscou.
- COSTA REGO: Conclusão: V. Exa. marcha para o regime totalitário.
- PIRES REBELLO: Não! O ilustre representante da Terra Luz já garantiu que não é Lampeão.
- WALDEMAR FALCÃO: Presidente, no momento, fazer elogio das ditaduras. Não está na minha intenção fazer o prenúncio de regimes totalitários; quero mostrar ao Senado o instante histórico que o Brasil atravessa. As indagações, as discussões brilhantes, as teses de direito público são muito interessantes, mas o que deve impressionar, o que deve ser apreciado, é a defesa da integridade da nacionalidade.
- JOÃO VILLASL Aò: Nos países liberais-democráticos infiltra-se sutilmente a ideologia soviética, invocando preceitos de direito, preceitos que o sovietismo respeitou...
- A noite estreita ilumina o firmamento e jurava era dia; tão longa parece a noite!
Anúncios, notas e expediente
- Expediente PADRE MEDEIROS NETTO III Centenário da chegada
- Anúncio Anúncio: 50$000 Aas vitrines GIVÉA.
- Nota social Nota: O combate suavemente a insônia, sem prejuízo ao organismo?