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Janeiro de 1942 · 19 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • A INDIVISIBILIDADE CONTINENTAL E A GUERRA
  • A Europa conheceu barbaria igual. Lançando 'resguardos' circulares nos Estados Unidos, a maldição totalitária terá tal privilégio? Chefes 'instruídos' pelos metais lograrão continuar tocando a conta própria. Desagregada, a América não seria dada a marchar à 'tenda' mundial.
  • O temível inimigo, neste instante, não é, ao que parece à vista, o totalitário. E antes a própria Loterdivisão. Na hora do 'alvorecer' do individualismo, a unidade cadela continental, o 'particularismo' dos países se transformará em corrosivos, em corpos dissolventes do equilíbrio.
  • Assistimos às consequências desoladoras do 'divido' interna do país, o drama dos Estados Unidos face à guerra. Vinha o isolacionismo, era a maioria, e declarava: 'O perigo ameaça. Somos intangíveis. Nossas possessões no Pacífico poderemos defender através de negociações. O Japão não ousa atacar'.
  • A China, que é a China, já dá água na barba, iria fazer eco a preparar frentes de batalha, e, ameaçando atacar, importaria um desafio aos povos brancos. 'A Ásia, os holandeses e os Domínios britânicos?' viu desmentido tão categórico às previsões angélicas dos obstinados e cegos da política internacional.
  • Estavam persuadidos de que os nipônicos ameaçariam até o último instante acabar negociando. A hora decisiva. Imagino a vinda de Kurusu não deveria ter lavado o peito 'isolacionista'.
  • 'O negociador', gritariam exultando. O diplomata não passava de um despistador, mestre na arte da diplomacia. Kurusu escondeu, por semanas, o 'leite' dos tiros. E disparou, de supetão.
  • Fatos concretos, resíduos da experiência, têm permitido dizer: 'Não, os totalitários não atacarão. A vitória do Eixo compromete o futuro da América. A segurança estaria intacta'.
  • O futuro interpreta o presente e o passado. Não é possível prever o que irá acontecer amanhã, dados a atualidade e a vida pretérita que oferecem.
  • A nós, decidamos cair no 'hierofantismo', é a via de acesso sobrenatural e, à fantasia, ao acervo de conquistas predatórias do Eixo. Não só deverá inquietar, como também unir.
  • É do rijo feixe que raras resultará a força do continente na luta. A hipótese de agressão não chegará até nós. Existe oposição fundamental entre as tendências particularistas do país e os interesses gerais.
  • O poder é função do entendimento, da comunhão. Estaremos mal, estaremos péssimos, se insistirmos em enxergar a guerra isoladas, detalhadas, circunscritas ao plano do 'personalismo' e dos interesses.
  • Se a enxergamos com larga visão metafísica, é um acontecimento que transcende à própria pessoa, que é a Europa. O valor da indivisibilidade da guerra tem sido provado exuberantemente em exemplos dos dois lados.
  • Sejam as democracias, que formam o bloco do Império Britânico, sejam os rebanhos totalitários, que formam o Eixo. Canadenses, australianos, neo-zelandeses, sul-africanos combatem em seus respectivos climas nacionais, reclamando interesses da causa.
  • Revelou, em discurso no Parlamento de Ottawa, Churchill, que em Hong-Kong havia contingentes canadenses. Na África do Norte, bate o quase mosaico imperial britânico.
  • Na Rússia, pelejam divisões italianas ao lado de divisões alemãs. A Cirenaica deveria ser teatro de batalha exclusivo dos italianos, não hesitaram os teutos em contribuir para a eficiência das posições do Eixo.
  • Comando, tropas e material de guerra de valor igual, senão aliado. A guerra, proclamam os técnicos que a estudaram, é guerra total.
  • Um país, um bloco de países, porfiam, mobilizam forças. Empreendimento militar que abrange total recursos do Estado. A estrutura dos Estados se engajaram na contenda.
  • Seria impossível aos Estados Unidos levar, com intensidade e rapidez, a guerra, caso o foco rebente na América, continente d