Fato histórico

16 de Novembro de 1779

16 DE NOVEMBRO. Ás 2 horas da manhã desse dia, uma terça-feira, naufraga indo de encontro a uma pedra dos arrecifes das praias do Pará, termo da villa de Fortaleza, a sumaca S. Matheus e Nossa Senhora do Bom Successo, que vinha em lastro carregar na Parnahyba.
Era propriedade dos negociantes da Bahia Luiz dos Santos Lima, Antonio da Fonseca e Dionisio Ferreira e trazia por mostre o mesmo Dionisio e por pratico José Francisco.
Devassou do acontecimento a 23 do mesmo mez o juiz ordinário Cypriano Rodrigues Tavares tendo por escrivão Felippe Tavares do Britto, e depois de ouvidas 30 testemunhas ficou provado que a causa do sinistro foi o pratico José Francisco.
A noticia chegou a Fortaleza por carta de Felix de Moura, sargento de auxiliares daquellas marinhas, ao capitão José Bernardo Uchoa.
Nesse anno de 1779 os diversos cargos da villa de Fortaleza estiveram assim preenchidos:
Juizes ordinários — Capitão José da Costa de Araujo e Cyptiano Rodrigues Tavares.
Vereadores - Manoel Martins dos Santos e Ignacio Ferreira da Silva.
Procurador da Câmara — Antonio Pereira da Graça, substituído a 4 de maio por Ignacio Pereira de Mello.
Escrivão — João Alves de Miranda Varejão, substituído em agosto por Felippe Tavares de Britto.
Almotaceis — Francisco Xavier de Goes, Domingos Teixeira Pinto, Antonio Gonçalo da Motta, Manoel Lopes de Abreu Lage, Bernardo de Mello Ucbôa, Francisco Thomaz de Aquino, José Carneiro de Souza, Alexandre José Teixeira da Cunha e Estevão Vicente Guerra.

Fonte Revista do Instituto do Ceará - ANNO V - 1891, 1891 — 600 datas para a Chronica do Ceará na 2a. metade do século XVIII

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