Retrato e texto de Oyama Brigido n'O Nordeste de 15 de abril de 1935

Foto · O Nordeste · 15 de abril de 1935

15 de abril de 1935: O Nordeste lembra o Dragão do Mar

O jornal celebrou os 96 anos do nascimento do jangadeiro da abolição, com retrato e texto de Oyama Brigido.

Em 15 de abril de 1935, O Nordeste publicou um retrato grande de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, para lembrar os 96 anos de seu nascimento, em 15 de abril de 1839, no Aracati. O texto, assinado por Oyama Brigido, o chamava de "o jangadeiro da abolição dos captivos" e reproduzia a frase que a tradição lhe atribui: "Não! Neste porto não se embarcam mais escravos!".

Em 30 de agosto de 1881, os jangadeiros fecharam o porto de Fortaleza ao embarque de pessoas escravizadas. O artigo lembrava companheiros do movimento abolicionista, como João Cordeiro, Antônio Bezerra, Isaac Amaral, José Marrocos, Maria Tomásia e Elvira Pinho, e o processo que Francisco José sofreu, movido por um coronel, "por furto de escravos". O Dragão do Mar morreu em 1914.

Na mesma página, uma nota registrava um acidente na rua que já levava o nome dele, na Praia de Iracema: naquela manhã, um caminhão atropelou a burra de um leiteiro que distribuía leite montado no animal. A burra morreu, o leiteiro ficou ferido e o motorista fugiu. A coincidência reúne, numa só folha, a memória da abolição e o cotidiano da cidade que homenageava o jangadeiro.

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Fonte
O Nordeste
Data
15 de abril de 1935
Temas
abolição fortaleza política
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