Nasceu em Aracati, 10 de novembro de 1843, filho de Antônio Gurgel do Amaral e Maria Joana de Lima Gurgel do Amaral Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife (turma de 1864), doutorando-se em 1.872; defendeu tese sobre ponto de Direito Romano, intitulada A Acessão Será um Modo Natural de Aquisição.
Excelente orador, enquanto acadêmico discursou em solenidades no Instituto Histórico e Arqueológico de Pernambuco no aniversário dos cursos jurídicos (1864). Publicou trabalhos sobre Questões do Rio da Prata (1869); Uma Tese Constitucional (1876) - Questão Social - Conversão dos Bens dos Conventos (1884); Perfil Político e Parlamentar do Conselheiro Junqueira (1886) e História Contemporânea, sobre as bodas de prata do Conde d'Eu e Princesa Isabel, livro que devia ser divulgado no dia 15/11/1889 e, por causa da proclamação da república, foi queimado e destruído pelo autor. Escreveu, também, observações sobre viagem que fez à Europa, o perfil político e literário do Visconde de Taunay, o ensaio Da Monarquia à República, além de outros. Para teatro escreveu a peça As Aparências Iludem. Como jornalista, redigiu “O Progressista”, “Jornal do Ceará” e “O Futuro”, em Fortaleza, e colaborou em jornais do Rio de Janeiro, entre eles “O Globo”, “Cruzeiro”, “Vanguarda”, “Brasil”, -”Diário do Brasil”, “Correio Fluminense”, “Constitucional”, “Diário do Comércio” e “O País”. Representou o Ceará na 13a Legislatura (186711868). Morreu no Rio de Janeiro, 19 de julho de 1901.