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Biografia

Tristão de Alencar ARARIPE JÚNIOR

1848–1911

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Nasceu em Fortaleza, 27 de junho de 1848, filho do conselheiro Tristão de Alencar Araripe e Argentina de Alencar Araripe. Morou em Bragança Vitória (ES) e Recife, em cuja Faculdade de Direito se bacharelou em 1 Secretário de governo da província de Santa Catarina. Juiz Municipal de Maranguape (1872/1875). Deputado Provincial. Um dos fundadores da Academia Francesa. Radicou-se no Rio de Janeiro em 1880, dedicando-se à advocacia e ao jornalismo.

Diretor da Secretaria de Estado dos Negócios. do Império. Diretor-geral da Diretoria do Interior do Ministério da Justiça. Primeiro Consultor geral da República, função criada no quatriênio de Rodrigues Alves. Jornalista, Principal crítico literário do país. Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, titular da cadeira n° 16 (patrono: Gregório de Matos). Patrono da cadeira n° 39 da Academia Cearense de Letras e da n° 5 da Academia Cearense de Ciências, Leiras e Artes do Rio de Janeiro.

Publicou seus primeiros artigos e ensaios na “Constituição” e na “Fraternidade”, de Fortaleza. A obra de ficção (contos e romance) inclui: Contos Brasileiros (1868); A Casinha de Sapê (1872); O Ninho do Beija-Flor (1874); Jacina - A Marabá (1874); Luizinha (1878); O Reino Encantado (1878); Os Guianás; Quilombo dos Palmares; Xico Melindroso (1882); Miss Kate (1909), e O Cajueiro do Fagundes (1975). No terreno da crítica: Carta sobre a Literatura Brasílica (1869); José de Alencar (1882); Dirceu (1890); Gregório de Matos (1893); Dou Martin Garcia Merou (1895); Movimento Literário de 1893 (1894); Crepúsculo dos povos (1896), e Ibsen (1911). Outros títulos: O Papado (1874); Função Normal do Terror nas Sociedades Cultas (1891); Deteriora Sequor (1894); Diálogo das Novas Grandezas do Brasil (1909); Pareceres (1911/1913). Artigos publicados na imprensa: A Terra de Zola e o Homem de Aluísio Azevedo (“Novidades”); Raul Pompéia; O Ateneu e o Romance Psicológico (idem); Sílvio Romero Polemista (-Revista Brasileira,); Machado de Assis (idem) e Anchieta (“O País”). Morreu no Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911. O Ministério da Educação / Casa de Ruy Barbosa publicou entre 1958 e 1970, em 5 volumes, a Obra Crítica de Araripe júnior (prefácio de Afrânio Coutinho).