Nasceu em Sobral. Desde jovem revelou interesse pela fotografia e, aos 20 anos, já se encontrava no Rio de Janeiro, trabalhando na imprensa. Foi à Europa, a serviço da revista “O Cruzeiro”, documentar os festivais cinematográficos de Cannes e Veneza, tomando gosto pelo que viu. Aguardou a oportunidade, que não demorou: quando do famoso assalto ao trem pagador da Central do Brasil, armou-se de uma câmara fotográfica e filmou tudo que lhe foi possível, idealizando junto com Roberto Farias, que assinou a direção da película, a realização de Cidade Ameaçada, com que estreou na atividade de produtor. Fez, em seguida, Garrincha - Alegria do Povo, sobre os dribles desconcertastes do grande jogador do Botafogo e da seleção brasileira. Em Vidas Secas, tomado ao romance de Graciliano Ramos, desenvolveu a temática nordestina. Membro do GEICINE (Grupo de Estudos da Indústria Cinematográfica), fez-se o porta-voz das reivindicações do cinema nacional. Promoveu a fundação da DIFILM, agência destinada à comercialização e distribuição da produção fílmica brasileira. Outros filmes que produziu: O Padre e a Moça (do livro de Carlos Drummond de Andrade); Toda Donzela tem um Pai que é uma Fera (da peça de Gláucio Gil), A Hora e a Vez de Augusto Matraga (inspirado em Guimarães Rosa); Terra em Transe; A Vida Provisória; Capita (baseado em Machado de Assis). Perpétuo Contra o Esquadrão da Morte; Brasil Ano 2.000; O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (de Glauber Rocha); Os Herdeiros: Azylo Muito Louco (também baseado em Machado de Assis); Os Senhores da Terra; O Barão Otelo no Barato dos Bilhões; Como era Gostoso o meu Francês, e muitos outros títulos, que dão ao notável sobralense a posição de maior produtor de filmes do Brasil. Foi um dos criadores do Cinema Novo e também já investiu em co-produções internacionais em que o Brasil figura como um dos produtores.
LB