Nasceu em Icó, 22 de outubro de 1870, filha de João Nogueira Rabelo e Teresa de Albuquerque Nogueira Rabelo. Com apenas 10 anos de idade, recitando versos da.sua autoria, participou dos festejos pela libertação dos escravos em sua terra natal, promovidos pela Sociedade Libertadora Cearense, da qual o pai era ativo militante. Casou com Sabino Batista, o Sárito Alegrete da Padaria Espiritual, e ficou viúva com menos de 30 anos, grávida e com dois filhos pequenos; para sobreviver, teve de recorrer à ajuda de amigos e passou a lecionar em um colégio de Fortaleza.
Radicou-se em Recife, onde lecionou em escolas particulares e estudou à noite na Escola Propagadora da Instrução, diplomando-se Professora em 1903. Ingressou no magistério público em 1912, aposentando-se em 1929. Trabalhou com Amélia Beviláqua na revista “O Lírio” e colaborou em jornais e revistas do Ceará, Pará, Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo; traduziu versos de notáveis poetas franceses e colocou-se em primeiro lugar no concurso promovido por “A República”, em 1899, para a melhor tradução de um poema de François Coppée. Não há confirmação a respeito da publicação do livro Carmes (1915), reunindo parte de 76 77 sua obra poética, temas seus descendentes reuniram em volume intitulado Versos (Edigraf, Rio de Janeiro, 1964) alguns dos seus poemas e a crônica História de um Anjo, escrita no álbum de sua irmã. Morreu no Rio de Janeiro.