MANUELITO. Nasceu em Pacatuba, 11 de janeiro de 1923, filho de Jonas Acióli Pinheiro e Maria Dolores Eduardo Pinheiro. Homem de sete instrumentos, jornalista, ensaísta. Bacharel pela Faculdade de Direito do Ceará (turma de 1948) foi figura de peso dos movimentos estudantis e culturais cearenses dos anos de 30/40:
Secretariou o 1o Congresso Cearense de Imprensa, da Associação Profissional das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Ceará. Da Associação Cearense de Letras, Associação Cearense de Rádio e Televisão e Condomínio Acionário dos Diários Associados. Dirigiu os jornais “Correio do Ceará” e “Unitário”, a Ceará Rádio Clube, a TV Ceará e a Rádio Araripe. Membro do Conselho Estadual de Cultura. Secretário de Cultura e Desporto nos governos Virgílio Távora e Manuel Castro Filho. Do Instituto do Ceará. Academia. Cearense de Letras (cadeira n° 23, patrono: Justiniano de Serpa), de que foi Presidente durante cinco biênios, realizando administração altamente proveitosa e conseguindo dotar a instituição de sede própria. Também se dedica à agricultura e à indústria. Um dos participantes do Grupo Clã. Membro da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT); é o autor de teatro mais representado do Ceará, incluindo entre suas peças de maior êxito O Demônio e a Rosa (1948); O Anjo (1950); Morro do Ouro (1964); A Rosa do Lagamar (1964) e Os Deserdados (1967). Sua estréia em livro deu-se com os contos de Águas Mortas (1943), a que se seguiram A Face Iluminada (1946); A Viagem Definitiva (1949); Os Grandes Espantos (1965); As Danações (1967); O Abutre e Outras Estórias (1968); O Tropel das Coisas (1970); Dia da Caça (1979) e O Escrivão das Malfeitorias (1993), afora outros, inclusive O Julgamento dos Animais (peça infantil). Publicou os romances: O Chão dos Mortos (1964) e A Véspera do Dilúvio (1968). Enriqueceu o folclore brasileiro com volumes como: Medicina Popular do Nordeste (1951, 1955 e 1967); Estudos de Folclore Cearense (1960) e Cantador, Musa e Viola (1973). Ensaios: A Missão do Escritor e a Crise do Espírito (1973, em parceria com Artur Eduardo Benevides); As Irmandades Religiosas do Ceará Provincial (1980); Procedimentos de Legislação Provincial do Ecúmeno Rural e Urbano do Ceará (1981); Revelações das Condições de Vida dos Cativos do Ceará (1982); Imprensa Abolicionista, Igreja, Escravos e Senhores (1984), e A Memória Imperfeita - Idéias, Fatos e Costumes (1993). Participou de numerosas publicações coletivas, nacionais e estrangei-. ras, entre as quais: Nuovi Raconti Brasiliani (1958); New Brasilian Short Stories (1958); Conteurs Brésiliens (1958); Antologia da Literatura Brasileira (publicação do Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro, Montevidéu, 1951); Antologia de Escritores Novos do Brasil (1949); Antologia Cearense (1957); Terra da Luz (1966); Antologia do Folclore Cearense (1968); C