Nasceu em Aracati, 19 de outubro de 1850, filho de Júlio César da Fonseca e Joana Ramos da Fonseca. Erudito, dono de invulgar taleri , conhecia profundamente os mais diferentes ramos da atividade humana, falando com igual desembaraço sobre fisiologia, direito, contabilidade, terapêutica, física, química, filologia, sociologia, história, astronomia, o que fosse. Possuidor de entusiasmo incomum, defendeu bravamente a causa da abolição do cativeiro negro, assim como a da república. Participou das atividades das sociedades libertadoras e findou o Centro Republicano de Aracati, o primeiro do Ceará e anterior ad do Rio de Janeiro. Orador fluente e inflamado, com estilo persuasivo, dominava completamente os auditórios, surpreendendo-os às vezes com algum termo chocante. Jornalista, fundou “O Barrete Frígio” (1870) e “Jornal do Aracati” (1873). Foi Deputado Provincial e, depois, trabalhou como Secretário da Câmara. Com apenas 19 anos, publicou no “Jornal de Fortaleza” o seu primeiro artigo em defesa do ideal republicano; nos opúsculos Palavras de um Revolucionário e Peregrinos da Democracia divulgou o seu ideário político e apresentou um projeto de Constituição para o Ceará; homem de convicções, entretanto, vendo os desmandos praticados em nome do regime republicano, emudeceu e, desiludido, recolheu-se ao isolamento. Foi um dos fundadores e orador oficial do Instituto do Ceará, a que renunciou por discordâncias quanto à maneira de sua condução. Morreu em Fortaleza, 23 de abril de 1931. Patrono de uma cadeira da Sociedade Cearense de Geografia e História.
JF
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