Uma das suas origens é a família italiana Del Pozzo pelo lado materno.
Nasceu em Aracaty a 10 de Outubro de 1850, sendo seus paes o Major Julio Cesar da Fonseca, Cavalleiro de Christo e Aviz, Official da Rosa, Major reformado do exercito e Ajudante de ordens da presidência, nascido a 24 de Agosto de 1828 e fallecido em Fortaleza com 56 annos a 8 de Junho de 1884, e D.a Joanna Ramos da Fonseca, nascida em Aracaty a 31 de Maio de 1832, filha de Manoel Francisco Ramos e de D.a Cândida Rosa Monteiro Ramos.
Manoel Francisco Ramos era natural de Portugal e falleceu a 20 de Janeiro de 1855; e D.a Cândida Rosa, de Aracaty, falleceu a 8 de Fevereiro de 1866 contando 74 annos de edade.
A Julio Cesar prendem-me laços tão Íntimos que por tudo que eu delle dissesse poderia ser acoimado de suspeito; a seu respeito limito-me a transcrever uma silhueta feita em 1883 pelo Jornalzinho, de Fortaleza, e o manifesto que apresentou ao Eleitorado Cearense em 1890. Só tenho a ajuntar que Julio Cesar, ávido de conhecimentos e a acompanhar paripassu e sem trégua o movimento das letras e das artes que fazem o orgulho e o deleite da humanidade pensante, tem accumulado de 1883, quando delle se occupou o Jornalzinho, para cá tamanha somma de saber que sem injustiça a alguém pode ser considerado o homem no Ceará de maior erudição e que mais lê.
Disse delle assim o silhuetista :
Poucos como Julio Cesar tem tão legitimo direito a figurar nesta galeria.
O Jornalzinho, pois, solve hoje uma divida reputavelmente sagrada.
Quem ha ahi que não tenha mais ou menos gravada no competente lóbulo cerebral essa figura buliçosa, que velozmente passa muitas vezes no dia e em todas as direcções pelas ruas mais frequentadas da cidade, de estatura mediana, modestamente enroupado, cabeça inclinada para a frente, com um guapo par de óculos bem ajustado em um guapo par de grandes olhos, traços physionomicos correctamente lançados, face semi-rubra por um rebelde herpes circinatus, barba escassa e negra a ingleza, sempre com a indispensável bengala ou chapéo executando no solo sem cessar á ordem da mão direita ou esquerda movimentos isochronos com os dos pés? Só poderá ser desconhecido por aquelle que for inteiramente indifferente a aquillo que o rodeia; porque o Julio constitue, com effeito, uma boa parcella do observável pelo grande numero de vezes que elle faz multiplicar o espaço que seu corpo occupa no ambiente.
É ainda bem moço: possue trinta annos e no entanto tem a experiência accumulada de um velho e algumas cans a matisar-lhe a fronte. Em tão curta edade já foi jornalista, já foi advogado, já foi deputado e hoje é secretario da Camara.
Muito talentoso, muito avidamente curioso por tudo quanto lhe cheira a conhecimento serio e utilitário, isso elle sempre foi e ainda o é com toda a intensidade.
É de uma actividade incansável... nas pernas.
Quanto ás actividades de outra ordem, elle é simplesmente preguiçoso como todos os que vivem sob esta zona, tão justamente denominada tórrida, pois tudo torra, inclusive os próprios cérebros.
Não duvidamos affirmar que se outro fosse o meio em que se agitasse o seu talento, seria elle uma notabilidade scientifica, entre nós, porém, em lucta com todos os escolhos naturaes e sociaes, apenas a longos intervallos nos manifesta mui furtivamente os bellissimos productos da sua bellissima intelligeneia.
Muito pouca cousa haverá de que o nosso homem não pesque: admira a facilidade com que elle assimila os conhecimentos os mais heterogéneos. Entende de Physiologia, assim como entende de Escripturação Mercantil por par tidas dobradas; entende de Direito assim como entende de Pathologia e de Therapeutica. Entende de Historia Natural, de Physica, de Chimica, de Philologia, de Sociologia, de Biologia, de Botânica, de Anthropologia, de Astronomia. Em resumo, possue de todas as sciencias uma noção mais ou menos completa, um conhecimento mais ou menos profundo
Nas palestras, para as quaes elle tem sempre material abundante, é ininterruptamente deleitavel e muita vez instructivo.
Escrevendo, seu estylo é sempre persuasivo, brilhantíssimo e selecto ao pDnto de denunciarse invariavelmente: as suas ideas são originaes e odeia intransigentemente a chapa, o que é uma qualidade recommendavel á nossa sympathía.
Tem também todas as qualidades de um perfeito tribuno: bôa voz. bôa gesticulação, bôa presença, bom accionado, frase correcta, inequívoca e fácil. Ha sempre uma cir-cuinstancia curiosa nos seus discursos: é elle soltar um da quelles palavrões que muita vez ninguém no auditorio conhece, e os ouvintes ficarem atordoados ao ponto de, atto-nitos, todos se olharem mutuamente em uma interrogação muda. Esta circumstancia faz com que uma pessoa tendo assistido a uma reunião em que se exhibiu uma quantidade enorme de talladores, possa ter-se esquecido de todos, menos do Julio.
Posteriormente em qualquer epocha é impossível escapar á memoria do mais amnésico que o Julio Cesar fallou em determinada reunião.
Dissemos que elle é secretario da Camara, isto é, empregado publico e repetimos isto, para affirmar que é justamente essa a profissão que com mais infelicidade elle podia escolher, pois está na mais desastrosa opposição á sua vocação tantas vezes revelada. Não desejamos attentar contra a sua reputação de bom funccionario, mas, com franqueza, essa posição não assenta bem nos homens que, como elle, possuem tão variados recursos, tão variadas aptidões.
Devia ser advogado; devia ser medico, e que medico? Sem o ser effectivamente, quantas vezes elle não tem passado quinau nos próprios profissionaes?! Ao ouvil-o discorrer sobre medicina ou sobre as materias correlativas á arte é que se vê bem o quanto elle está transviado do caminho que lhe estão prescrevendo as suas tendencias invencíveis e ineluctaveis.
Julio Cesar acompanha o mais avançado movimento 212
philosophico, scíentifico e politico, applaudindo sempre com enthusiasmo os trabalhos, que em qualquer daquelles sentidos se vão diariamente realizando.
Uma convicção mais ou menos accentuada em philosophia e em politica é sempre o corollario de todas as intelligencias lúcidas e complexamente cultivadas.
Pois bem. Julio Cesar em philosophia é simplesmente syncretico. Partilha das opiniões de todas as escolas modernas, e também das do cura da sua freguezia.
Elle gosta de Comte, de Littré, de Wirouboff, de Robin, de Theophilo Braga, de Julio de Mattos; gosta de Spencer; gosta de Darwin; gosta de Hegel; gosta de Haekel; gosta de Dr.iper, gosta de Buchner e de Letourneau; adora a Deus; vae a missa todos os domingos e não sabemos se também se confessa ao menos uma vez cada anno.
Elie lá tem uma maneira sai generis de combinar tudo isso e de dar uma sahida airosa sempre que a tal respeito é interpellado.
Elle acha mui natura! fazer a apologia do positivismo e ao mesmo tempo declarar-se orgulhosa e pausadamente catholico, apostólico romano, como por mais de uma vez o tem feito.
Vae lendo constantemente com avidez inafrouxavel tudo o que de mais adiantado vem do velho mundo, e no final de contas, em momentos de hypocondria que a miúdo o atormenta, diz que ainda “não se sabe nada”, que “tudo é um mysterio” pelo simples motivo de quando hypocondriaco encarar as cousas só pelo lado absoluto, ficando á margem toda a noção de relatividade, indispensável á normalidade do funccionamento encephalico.
Em politica diz-se republicano intransigente á Proudhom. Prova passada temol-a no facto de ter sido já redactor principal no seu Aracaty de um jornal francamente republicano. Prova actual, temol-a no enthusiasmo com que observa o movimento republicano em Portugal e no interesse com que lê os periódicos republicanos que se publicam naquelle paiz.
Não obstante, praticamente, nos últimos annos por um opportunismo que elle lá entende acha-se alistado nas fileuas do partido monarchico, chamado liberai, tendo até já sido deputado nesse caracter.
Ainda em politica o homem é syncretico. Tractemos do homem particular...
Passo agora a transcrever o Manifesto, que é concebido nos seguintes termos:
Não solicitei nem recuso a honra de representar a terra do meu nascimento no Congresso Nacional, que tem de se reunir no dia 15 de Novembro, o primeiro da Republica Brasileira.
Digo-o sem modéstia e por força das circumstancias: Ninguém, neste Estado, mais do que eu possue legítimos titulos para ter no futuro Congresso um assento, sem que nelle possa alguém escrever a phrase do desesperado romano — umbra et nihil.
Embora esquecido, e posto á margem, como cousa imprestável, sempre é bom relembrar os meus feitos em prol da idéa republicana, afim de que não se diga que sou um convertido da undécima hora ou um ambicioso da hora seguinte.
São lineamentos rápidos da minha auto-biographia politica.
O meu primeiro vagido na vida publica foi o grito de republica, num artigo que publiquei em 1869, no jornal da Fortaleza. Então era eu bastante creança.
Tempos depois iniciei pela imprensa a propaganda republicana, mantendo a por seis longos annos, com sacrifícios sem conta, e numa altura que muito me honra, e que os jornaes da epocha podem attestar.
Publiquei as “ Palavras de um Revolucionário” e os “ Peregrinos da Democracia”, pamphletos que, á imitação das “Palavras de um Crente” de Lamennais e dos “Peregrinos Polacos” de Mickiewez, correram mundo com applausos, e foram impressos na Bahia, a expensas de um amigo, já fallecido, que cursava alli a Faculdade de Medicina.
Ainda publiquei um pamphleto sobre a necessidade de ser destruida a estatua de Pedro I, que é por assim dizer um Judas endeosado num Golgotha, para no logar delia ser collocada a estatua de Tiradentes, como o começo da revolução que devia dar-nos o regimen da liberdade, verbo que devia fazer se realidade politica.
A' parte a ardência exhuberante da mocidade, que tinha a loucura da republica, como os primitivos christãos a loucura da cruz, á parte a exageração irreflectida da phrase, todo o meu trabalho pode ser lido, e delle não me aparto siquer uma linha, devendo aqui exclamar como um personagem de Schiller: — Miserável o que renega os sonhos da sua mocidade !
Fui por duas vezes denunciado e chamado aos tribunaes como incurso nas penas do art. 90 combinado com o art. 85 do Código Criminal, na qualidade de provocador do crime de destruir a Constituição do Imperio e a forma do seu governo, felizmente ambas extinctas,; e por diversas vezes ameaçado de prisão, e destinado a ser chair á canon por meio do bellissimo systema do recrutamento.
Por conveniencias justíssimas, simplesmente de familia, vi-me obrigado a fazer um hiato no meu percurso, a ensarilhar as armas, e recolher-me á tenda.
É uma pagina dolorosa que devo voltar, dobrando-a, sem a lêr, por ser intima e muito intima.
Forçaram-me em seguida a acceitar um logar de deputado provincial, em nome do partido liberal, e aggrega-ram-me ás suas fileiras, sem que os meus principios soffres-sem quebra alguma, porque nunca fui monarchista, e todos os que commigo conviviam e ainda convivem bem o sabem.
E para que os vindouros não me increpassem de incoherencia, de transmudaçáo contemptivel, na primeira vez que me tocou fallar na dita assembléa, declarei solemnemente — que continuaria a manter os mesmos princípios que até então tinha pregado na imprensa.
No novo posto em que o destino me havia collocado, não fui estranho aos interesses da antiga província, procurando satisfazel-os do melhor modo possível, sem deixar arrebatar-me pelos Ímpetos de macaréo do partidismo serrazino e apaixonado.
Ainda na mesma assembléa agitei a questão do abolicionismo, apresentando diversas medidas para a completa extincção; e recordo-me ainda com prazer e enthusiasmo da sessão de 10 de Agosto de 1881, um dos mais felizes dias da minha vida, em que aos poderes públicos pedi, em nome do Ceará, a abolição completa e immediata da escravidão no paiz.
Não posso furtar-me ao desejo- de transcrever as palavras finaes do meu discurso proferido nesse dia:
Ha uma distancia de abysmos insondáveis, como os ha somente na consciência humana, entre o patíbulo de Groton, o negreiro, e o patíbulo de Brown, o libertador, entre o machado redemptor de Lincoln e o revolver fratrecida de Booth; e portanto ainda que fosse preciso passar por cima de mil golgothas, affrontar ergastulos e equuleos, irrisões e vilipêndios, não hesitaria um só momento, como não hesito agora mesmo, em proclamar do alto de todas as minhas convicções que a escravidão deve desapparecer da face desta terra, seja embora preciso a espada ígnea do archanjo do extermínio.”
“ (Apoiados e muito bem).
Neste momento solemne, a commoção é tão profunda e dominante, que esqueço-me de mim mesmo, para só me lembrar que ha no coração da minha pátria uma chaga aberta pelas lagrymas corrosivas da mais trágica das desventuras e que só pode ser cicatrisada ou pelo sangue dos herdes ou pela tinta com que o Poder escreve os seus decretos”.
(Os Srs. Catunda, Montezuma e outros Srs. deputados: Muito bem!).
Nunca deixei de contribuir para os progressos e os melhoramentos da minha terra, escrevendo sempre para a imprensa diária; e como empregado publico, que sou, jamais divorciei-me dos meus deveres, desempenhando-os com nobre altivez e correcta sobranceria, cabendo-me dar aqui solemnissimo testemunho do quanto sou grato aos adversários com quem servi, os quaes nunca exigirão de mim a mais ligeira cousa, que podesse ao menos longiquamente ferir a minha dignidade, dando-me plena liberdade de agir, na esphera das minhas opiniões e das minhas affeições politicas.
Veio a revolução com toda a sua potencidade de suc-cesso fatal, afigurando-se-me como a resurreição da pátria na manhã da democracia, e se nella não tomei parte activa, ao menos na apparencia, é que, como disse Hegel, a historia não serve sinão para ensinar uma cousa, é que nós não aprendemos nada.
De mais, o personalismo em taes casos é apenas a notação algébrica de uma lei.
Se por ventura fôr eleito, o meu programma é simples, simplíssimo; sustentar com a minha palavra e com o meu voto a Republica, como forma única de governo compatível com a nossa índole americana, e defender os altíssimos e santos interesses da Religião Catholica, que é a minha e a de minha pátria, embora supprimida do código de suas leis.
Não solicito votos, entrego-me á espontaneidade do eleitorado, que é o povo, e que no pensar de Montesquieu” espirito aristocrático que não sabia lisongeal-o, é admirável para escolher aquelles a quem deve confiar uma parte da sua autoridade.
Não solicito votos, repito, por qualquer modo que me fosse possível ou permittido, porque tenho presentes as palavras de Stuart Mil que declaram não ser licito ao cidadão solicitar votos como se fosse uma cousa da sua conveniência pessoal.
Qualquer que seja a sorte que me aguarde, tenho bastante alma para resignar-me, e não me falta igualmente coragem para continuar mergulhado na minha profunda obscuridade, abominando sempre os recoveiros que surgem nas sagas das hostes victoriosas, convencido de que tudo se muda, mas não perece a consciência do dever cumprido.—Julio Cesar da Fonseca Filho.
Mais uma transcripção como adminiculo á biographia desse Cearense notável.
É da Republica, de Fortaleza:
Não ha no Ceará quem não admire a variada e escolhida erudição do talentoso. patrício, que fez as suas primeiras armas na Imprensa, e que hoje, na direcção da Secretaria da Intendência Municipal, acompanha, retraindo, o movimento scientifico e litterarío do mundo, dando só a seus Íntimos o prazer de ouvil-o.
Julio Cesar da Fonseca Filho, cuja reputação de erudito e homem de saber já está firmada em todo Brasil, é uma organisação exquisita, atormentada de artista e sábio, philosopho e phantasista.
O seu ser moral bi-parte-se entre o crente e o naturalista investigador, que lê a “Meditação”, e o “ Homem segundo a sciencia”, Balmes e Spencer, Shakspeare e Chateaubriand, Voltaire e S. Thomaz.
Conserva a crença pela tradição, que a sciencia ainda não ponde abalar, apezar da dualidade que se nota na sua personalidade, que é mixto de pensador e crente, ageitando o antagonismo das idéas a raciocinios. brilhantes, que seu espirito engendra.
Abolicionista e republicano, foi dos primeiros que alvoroçaram a opinião ao clarim da Liberdade; podendo exercer elevadas posições, fugiu da arena e recusou os mais lisonjeiros convites, logo que viu as suas idéas vencedoras.
Não apparece sem brilhar, mas é avaro dessa luz, e adoece quando o obrigam a exhibir seus grandes talentos.
Orador fluente, prosador e jornalista consciencioso, Julio Cesar, se tivesse o temperamento e a fibra dos luctadores antigos, que disputavam no Agora as posições, sem trabalho chegaria ás culminancias sociaes mais elevadas, mas elle prefere o doce remanso do lar que o faz christão, bom e adorável, tendo pela familia a loucura dos stoicos e o grande amor dos velhos patriarchas.
A nossa admiração pelos dotes do espirito do notável cearense, confessada assim em publico por linhas impressas, offenderá, certamente, a modéstia de Julio Cesar, mas passando hoje o seu anniversario natalício, quizemos testemunhar de modo solemne a estima e a consideração em que o temos.
A Republica, que mais de uma vez tem tido suas paginas illuminadas pelo talento de escol do patrício eminente, rende-lhe nesta columna as homenagens de sua admiração.
Até ahi a Republica.
Apezar do muito alto valor intellectual de Julio Cesar, do seu enorme cabedal de illustração pouco, é pena dizel-o tem elle publicado, como ver-se-á desta lista desoladamente pobre:
Bibliografia5
- —Palavras de um Revolucionário, pamphleto politico.
- Peregrinos da Democracia, outro pamphleto politico.
- Discurso fúnebre recitado pelo orador do Instituto do Ceará J. C. da Fonseca Filho na sessão solemne commemorativa do fallecimento do consócio e thesoureiro Dr. José Sombra. Vem publicado na Revista do Instituto do Ceará, 2.o trim. de 1888.
- Discurso proferido pelo Snr. Julio Cesar, Orador do Instituto em resposta ao Snr. Dr. Thomaz Pompeu por occasião de sua posse de sócio effectivo. Vem publicado na Revista do Instituto do Ceará, 2.o trim. de 1889.
- Petição dirigida á Assembléa Legislativa do Ceará, Fortaleza, Typ. Economica, 45, Praça do Ferreira, 1892.
Julio Cesar é com outros o autor de um Projecto de Constituição para o Ceará, publicado in 12.o de 27 pp. no mez de Setembro de 1890.