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Biografia

JUVENAL GALENO da Costa e Silva

1836–1931

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Nasceu em Fortaleza, 27 de setembro de 1836, filho de José Antônio da Costa e Silva e Maria do Carmo Teófilo e Silva. Morou algum tempo em Aracati, onde estudou com o Professor Porfírio Sabóia e, de volta a Fortaleza, fez parte dos preparatórios no Liceu, interrompendo-os para ir ao Rio de Janeiro, por determinação do pai, colher ensinamentos e subsídios para desenvolver a cultura do café, a que se dedicava em fazenda na serra de Baturité. Aproveitou a oportunidade para achegar-se a Paula Brito e intelectuais ao seu redor, iniciou a publicação de seus poemas na “Marmota Fluminense” e deu a lume os Prelúdios Poéticos (1856), o primeiro livro de autor cearense, cujo custo foi coberto com os recursos que o pai lhe dera para os estudos de que fora incumbido. Retomou ao Ceará e fez amizade com Gonçalves Dias, que integrava a Comissão Científica da Imperial Secretaria de Negócios Interiores encarregada de colher elementos para que se pudesse melhor avaliar o desenvolvimento etnográfico do homem brasileiro. Deputado Provincial pela freguesia de Icó (1859). Alferes da Guarda Nacional, não era bem visto pelo Comandante João Antônio Machado e vingou-se de uma prisão que lhe foi aplicada - escrevendo os versos de A Machadada. Colaborou em “O Cearense”, “Pedro II” e “A Constituição”, jornais de Fortaleza. Em 1861 teve representado o drama Quem com Ferro Fere com Ferro Será Ferido e publicou sua terceira obra poética - Porangaba. Em 1865 apareceram as Lendas e Canções Populares, sua obra-prima, que alcançou êxito invulgar. Publicou, depois: Cenas Populares e Canções da Escola (1871), adotados como livros de aula pelo Conselho de Instrução Pública do Ceará; Lira Cearense 1872); Folhetins de Silvanus (1891); Novas Lendas e Canções (1892), e Medicina Caseira.

Um dos fundadores do Instituto do Ceará, ocupou a direção da Biblioteca Pública do Ceará, aposentando-se em 1908 por ter contraído cegueira que o impedia de continuar trabalhando. Também exerceu por algum tempo a função de Inspetor Escolar. Esquivou-se de participar do movimento da Padaria Espiritual, que, entretanto, lhe concedeu o título de Padeiro honorário. Sócio fundador do Centro Cearense. Patrono das cadeiras n°s 23 da Academia Cearense de Letras e 47 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro. Em 1919 foi fundado em sua residência o Salão Juvenal Galeno, posteriormente Casa Juvenal Galeno, sob os auspícios de sua filha e secretária Henriqueta, que se transformou no principal ponto de encontro da intelectualidade cearense. Morreu em Fortaleza, 7 de março de 1931.