DC

Biografia

Domingos Gonçalves Cearense

1830–1876

Sobral Bacharel
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Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense

Nasceu em Sobral, em 1830, sendo seu pae Anselmo Gonçalves Pessoa, um dos revolucionários de 1824. Falleceu a 31 de Outubro de 1876, e foi seu corpo sepultado na Egreja de N. S. do Mirador, villa do interior do Maranhão, onde exercia o cargo de Juiz Municipal e de Orphãos.

Desde muito moço dedicou-se aos trabalhos forenses, tendo sido solicitador nos termos de Oeiras e Amarante, no Piauhy, e em Pastos Bons, Barra do Corda e Passagem Franca, exercendo também nestes logares o magistério particular.

Intelligente e com grande força de vontade, resolveu estudar direito e, arcando com as maiores difficuldades, partiu para o Recife, onde, em menos de tres annos fez todos os preparatórios, matriculando-se na Academia, em 1866 e recebendo o grau de Bacharel a 28 de Novembro de 1870

Depois de formado partiu para o Rio de Janeiro, e abriu escriptorio de advogado na rua do Ouvidor. Em Fevereiro de 1872 foi nomeado professor de latim e grammatica do notável Collegio Kopke, de Petrópolis, tendo servido ahi apenas tres mezes, por ter sido nomeado a 24 de Março do mesmo anno Juiz Municipal e de Orphãos dos termos de Valença e Marvão, no Piauhy.

Em 1874 foi removido, para o termo de Codó, no Maranhão, e, em viagem para ahi, recebeu aviso removendo-o para Picos, donde se passou depois para a villa do Mira-dor, elevada a cabeça de comarca.

Era um delicado cultor das Musas e deixou bellas poesias, inéditas, que estão em poder de seu filho, Tenente João Baptista Cearense Cylleno, Official do 10.° Batalhão de Infantaria.

Segundo 1001 Cearenses Notáveis

Grafado como Domingos Gonçalves CEARENSE

Nasceu em Sobral, 1830, filho de Anselmo Gonçalves Pessoa. Solicitador nos termos de Oeiras e Amarante, no Piauí. Solicitador e Professor em Pastos Bons, Barra do. Corda e Passagem Franca. Bacharel pela Faculdade de Direito de Recife (1870). Professor de Latim e Gramática do Colégio Kopke, de Petrópolis (RJ). Juiz Municipal de Valença (PI) e Mirador (MA). Poeta de rara sensibilidade. Morreu no Maranhão, 31 de outubro de 1876.