Nasceu em Sobral a 18 de Setembro de 1851.
Foi redactor do Movimento, jornal literário do Recife, em cuja Faculdade se bacharelou, e occupou posição accentuada na Imprensa carioca como redactor d'O Commercio e ultimamente d'Os Annaes e como collaborador do jornal do Commercio, Correio do Povo, Cidade do Rio, Gazeta de Noticias, e O Paiz.
N'O Commercio auxiliavam-o Eduardo Sabóia, Frota Pessoa, Antonio Salles e Walfrido Ribeiro, todos cearenses.
São notáveis as chronicas A's Segundas que escreveu n'0 Paiz sob o pseudonymo Pojucan e A's quintas n'O Commercio. Usava também do pseudonymo Jaibara.
O Jornal do Commercio publicou o romance de sua lavra intitulado Luzia Homem, que foi tirado em livro em 1903 pela Companhia Litho-Typographia. rua do Lavradio 55. É um bello romance de costumes do Norte e cuja acção se desenrola no Ceará.
Sobre Luzia Homem escreveram criticas Olavo Bilac, Leôncio Correia, Frota Pessoa, Arthur Azevedo, Medeiros e Albuquerque, Thomaz Lopes e outros. Um outro romance seu, esse publicado nos Annaes, é intitulado O Almirante e versa sobre costumes cariocas.
Compoz vários dramas, como A perdição, que foi levado á scena a 12 de Setembro de 1874 pelo Recreio Familiar no Theatro S. Pedro de Alcantara, Rochedos que choram, Túnica de Nessus, Tântalo, a comedia Um par de ga-Ihetas e o episodio burlesco Os Massons e o Bispo.
Apresentando-se candidato a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, foi derrotado por Mario de Alencar, filho do grande romancista José de Alencar, de 31 arinos de eda-de e autor do livro de versos intitulado Lagrimas.
Deixou inéditos: Historia da Missão Especial de Washington, da qual foi membro, A Questão do Acre, A Loucura na Politica, perfil do Dictador Francia, Domitilia, comedia em 3 actos sobre factos da Independência, e O Negro, romance de costumes.
A Rua Larga, do Rio de Janeiro, traz a biographia de Domingos Olympio, a 1.” que publicou sob a epigraphe Cearenses illustres.
Falleceu na Capital Federal a 7 de Outubro de 1906.