Nasceu em Sobral, 13 de abril de 1836, filho de José Sabóia e Joaquim Figueira de Melo Sabóia. Veio para o Rio de Janeiro; ingressou na Faculdade de Medicina, foi, pensionista do Hospital da Misericórdia e doutorou-se em 1858 com a tese Estreitamentos Orgânicos da Uretra; após congressos foi nomeado Opositor da Seção Cirúrgica (tese: Anestesia Cirúrgica, 1859) e catedrático da Clínica Cirúrgica Foi à Europa, em comissão, estudar a organização e funcionamento das entidades médicas, apresentando substancioso relatório. Autor do ante-projeto do ensino superior livre, adotado em 1879. Diretor da Faculdade de Medicina (1881), médico do Paço (1882). Novamente em missão oficial do governo, esteve na Suíça, França, Itália e Alemanha, observando os estudos práticos e colhendo sugestões para serem adotadas no ensino brasileiro. Condecorado com a comenda de Cristo e, ao aposentar-se em 1889, logo depois da Proclamação da República, recebeu o título de Diretor honorário da Faculdade de Medicina. Membro correspondente da Academia Cearense de Letras, do Instituto do Ceará, Academia de Medicina de Roma, Academia de Medicina e Sociedade de Cirurgia de Paris. Conselho da Ordem Médica Brasileira. Recebeu os títulos de Conselheiro, Barão e Visconde. Morreu no Rio de Janeiro, 18 de março de 1909. Colaborou na “Gazeta Médica”, nos “Anais Brasileiros de Medicina”, “Estudo Médico” e outras publicações especializadas, além do “Jornal do Comércio”. Publicar: Lições de Clínica Cirúrgica (1° volume - 1886, 2° volume 1870); o Traité Théorique et Pratique de Ia Science et de L'Art das Accouchements (com mais de 800 páginas, escrito diretamente em francês e oferecido ao Imperador D. Pedro II), e A Vida Psíquica do Homem (1903), sobre seus estudos de Filosofa Transcendental. Patrono da cadeira n° 39 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro.
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