Nasceu em Sobral, 12 de junho de 1849, filho de José Tomé da Silva e Maria. da Penha Tomé da Silva. O pai queria que fosse médico, porém preferiu a carreira eclesiástica. Com apenas 15 anos ingressou no Colégio Pio Latino-Americano, de Roma, onde aos 20 anos colou grau de Doutor em Filosofia. Ordenou-se em 1872 e doutorou-se em Teologia no ano seguinte pela Universidade Gregoriana. Lecionou Filosofia no Seminário de Fortaleza (1874) e secretariou o Bispo Dom Luís Antônio dos Santos em 1875. Fundou o Colégio São José (1876). Escreveu para a “Tribuna Católica” (Fortaleza), e fundou em Recife- o jornal “Aurora”. Em Pernambuco foi Promotor Eclesiástico do Bispado de Olinda (1877), Capelão do Asilo de Mendicidade de Recife (1879/1889) e Professor de Italiano no Ginásio Pernambucano (1819/1890). Em 1890 assumiu o Bispado do Pará e foi preconizado Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil em 1893. Publicou importantes cartas pastorais, destacando-se dentre elas: a que dirigiu aos seus diocesanos quando da sua sagração episcopal (Roma, 1890); a que focalizou o Jubileu Episcopal do Papa Leão XIII (1890); a sobre as obras pias e sagração da Catedral de Belém, por ele concluída (1892); a em que divulgou carta do Papa Leão XIII aos Arcebispos e Bispos do Brasil (1895) e, também, a que dirigiu aos seus fiéis por ocasião das celebrações do quarto centenário da descoberta do Brasil (1900). Membro honorário do Instituto do Ceará. Patrono da cadeira n° 13 da Academia Cearense de Letras. Morreu em Salvador, 19 de fevereiro de 1924.
DS