Nasceu em Baturité, 2 de janeiro de 1842, filho de Camilo Henrique da Silveira Távora e Maria de Santana da Silveira Távora. Foi dado como natural do Piauí e também de Pernambuco, para onde foi muito jovem, bacharelou-se em Direito (turma de 1863), foi Diretor da Instrução Pública e Deputado Provincial. No Rio de Janeiro foi Membro atuante do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sócio correspondente do Instituto Histórico e Arqueológico de Pernambuco. Patrono das cadeiras n°s 16, da Academia Cearense de Letras, e 17 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro. Os índios do Jaguaribe, de 1862, é considerado o primeiro romance cearense, tendo publicado no ano anterior A Trindade Maldita, com influência de Álvares de Azevedo, e o drama Um Ministério de Família. Ainda em Recife redigiu a- Consciência Livre”, com Castro e Silva, e “O Americano”, ao lado de Tobias Barreto e outros, e o semanário “A Verdade”, consagrado à causa da Humanidade; no Rio de Janeiro, -fundou a “Revista Brasileira”, que circulou entre 1879 e 1881. Foi funcionário da Secretaria de Justiça e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. São de sua lavra, também, os romances: A Casa de Palha (1866); Um Casamento no Arrabalde (1869, edições posteriores em 1881 e 1903); O Cabeleira (anunciado como crônica pernambucana, 1876, sucessivamente reeditado); O Matuto (1878); Sacrifício (1879); Lourenço (1881); o drama Três Lágrimas (1870); Cartas de Semprônio a Cincinato, e Lendas e Tradições Populares (ensaio folclórico, 1878). Morreu no Rio de Janeiro, 18 de agosto de 1888. Ao ser fundada a Academia Brasileira de Letras, Clóvis Beviláqua indicou-o como patrono da cadeira n° 14, por ele preenchida.
JT
Este nome aparece em outro verbete do acervo
João Franklin da Silveira Távora sem datas