Filho do Ts C.el José Antonio de Figueredo e D.a Ignacia de Figueredo, nasceu no Crato. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife, foi juiz municipal e de orphãos dos termos de Jardim, Milagres e Porteiras, Barbalha e Missão Velha (Port. de 22 de Setembro de 1890), juiz substituto de Barbalha (Port. de 22 de Junho de 1891) e juiz de direito da comarca do Ara-caty (Port. de 9 de Julho de 1892), cargo em que falleceu.
É autor de uma Planta da cidade do Crato, cujo original faz parte da minha Collecção devendo-o eu a um obsequio do autor, que fel-a acompanhar de uma descripção topogra-phica da cidade. A planta não traz data, mas creio ser de 1882.
O Correio do Cariry publicou a Descripção Topogra-phica do Crato por Horacio de Figueredo fazendo-a seguir de interessantes notas. Vem transcripta na Revista do Instituto do Ceará, 2.o semestre de 1906. A publicação do jornal Cratense é mais ou menos a Descripção com que me brindou o illustre magistrado.
Gustavo Sampaio —Nasceu em Baturité, casa n. 2 á Rua do Rozario, a 1 de Maio de 1871, sendo seus genitores o Pharmaceutico João Francisco Sampaio e D.a Maria de Castro Sampaio.
Neto paterno de João Francisco Sampaio e D.a Joanna Marcolina Sampaio, e materno de Luiz Francisco Sampaio e D.a Maria Rosa de Viterbo Castro Sampaio.
Vindo com os paes para Fortaleza em Dezembro de 1872, frequentou o Atheneu Cearense, e feito o curso preparatório preciso para a matricula na Escola Militar do Rio de Janeiro assentou praça a 27 de Fevereiro de 1888.
Da Escola do Rio passou-se para a do Ceará que frequentou em 1889 e 1890, e em 1891 iniciou o curso superior, sendo promovido a Alferes-alumno em Dezembro do anno seguinte.
A 10 de Novembro de 1893 por occasião dos tristes e luctuosos acontecimentos da revolta, iniciada no Rio a 6 de Setembro, Gustavo Sampaio morreu heroicamente com toda a guarnição do canhão, que com mandava no reducto da Lage; victimou-o uma granada disparada da fortaleza Willegaignon.
Um dos vasos da Marinha Brasileira tem o nome desse valente soldado da Republica.