Nasceu em S. Francisco de Uruburetama a 24 de Julho de 1875, sendo o 2.o filho do casamento de João Quintino da Cunha com D.a Maria Maximina da Cunha.
Foi alumno da Escola Militar do Ceará, e depois de haver-se entregado á vida de advogado no Estado do Amazonas, a cuja magistratura pertenceu também por algum tempo, passou a frequentar a Academia de Direito do Ceará, que o diplomou em bacharel a 3 de Dezembro de 1909.
Estreou na imprensa aos 11 annos de edade; aos 13 fundou com Meton Filho O Echo Estadantal; aos 16 era visto nos meetings populares e aos 17 no tribunal do jury.
Redigiu o Album, de Baturité e collaborou no Cruzeiro, Oitenta e Nove, e Município da mesma cidade, Ceará, Iracema e Estado do Ceará, de Fortaleza, Noticia e Paiz, da Capital Federal, Diário e Patria, de Manáos, e Republica, de Belém. Nessa ultima cidade ttmdou a sociedade “Grêmio de Lettras”, da qual foi sempre o orador.
Fez parte do “Centro Litterario”, de Fortaleza e em Baturité o “Grêmio Quintino Cunha” sagrou-o seu patrono.
Publicou5
- Os differentes, livro de contos, offerecido ao Dr. Guilherme Studart, que mandou imprimil-o.
- Cabelleira (A morte de), elegia, Typ. d'O Município, Baturité, 1902, 39 pp.
- Palavras sinceras, discurso official pronunciado na chegada do caudilho Plácido de Castro a Manáos.
- Pelo Solimões (Versos Norte-Brazileiros), dividido em cinco secções : Firmamento, Aquateis, Florestaes, Aldeãs, Notas, impresso em Paris, Livraria Aillaud. C.e 96 Boulevard Mont parnasse. É sua obra principal, com retrato do autor.
- Campanha Pro-Rabello (20 de Janeiro) Erit Libertas, Typ. Gutemberg, Soeiro & C.a, Praça do Ferreira 43, Ceará, 1912.