Nome literário de Francisco Martins.
Nasceu em Iguatu, 13 de junho de 1913, filho de Antônio Martins de Jesus e Antônia Leite Martins. Estudou no Ginásio do Crato, Liceu Maranhense e Colégio Cearense. Ingressou na Faculdade de Medicina de Pernambuco, onde não teve condições econômicas para manter-se, pelo que retornou ao Ceará e fez o curso da Faculdade de Direito, bacharelando-se em 1937.
Participou desde os tempos de estudante da vida associativa e cultural, tendo sido um dos idealizadores e fundadores do Grupo Clã. Jornalista, exerceu funções de Redator dos jornais “A Esquerda”, “Pátria Nova”, “A Nação”, “A Rua” e “O Estado” e colaborou em inúmeras revistas e periódicos da Amazônia, do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo. Romancista, contista e jurista de nomeada. Catedrático da Faculdade de Direito e da Faculdade de Ciências Econômicas do Ceará. Membro do Instituto do Ceará, Academia Cearense de Letras (cadeira n° 5, patrono: Pápi Júnior), Associação Cearense de Escritores, Associação Cearense de Imprensa e outras. Prêmio Prefeitura Municipal de Fortaleza. Obras: Manipueira (1934); Ponta de Rua (1937); Poço de Paus (1938); Mundo Perdido (1940); Estrela do Pastor (1942); Noite Feliz (1946); Mar Oceano (1948); Romance e Folclore (ensaio, com Dolor Barreira, 1948); O Cruzeiro tem 5 Estrelas (1950); O Amigo de Infância (1959); José de Alencar Jurista (1960); A Rua e o Mundo (1962); Dois de Ouros (1966). Comercialista de renome nacional, publicou: Das Sociedades por Quotas no Direito Brasileiro (1955); Das Sociedades de responsabilidade Limitada no Direito Estrangeiro (1956); Curso de Direito Comercial (1957, com várias reedições).