Nasceu em Iguatu, 12 de março de 1884, filho de Miguel da Silva Peixoto e Isabel de Matos Peixoto. Concluiu o curso da Faculdade de Direito do Ceará em 1908, e dedicou-se ao magistério particular, lecionando no Ginásio Cearense, do Professor Anacleto de Queiroz, em companhia de quem, a convite do Governador Constantino Nery, seguiu até Manaus, onde fundaram o Instituto Amazonense. Foi catedrático de História Natural do Liceu do Ceará (1911) e em 1914 sagrou-se lente de Direito Civil da escola pela qual tirara o seu diploma de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Ingressou na carreira política e foi Secretário Estadual do Interior e Justiça no governo do Desembargador Moreira da Rocha, a quem prestou inestimável colaboração na reforma da constituição cearense e na organização de projeto das leis processuais do estado.
Eleito Deputado Federal, foi escolhido por consenso de todos os partidos políticos do estado para governar o Ceará no quadriênio 1928/1932, sendo, porém, apeado das funções pela revolução de outubro de 1930. Radicou-se no Rio de Janeiro, montou excelente banca de advocacia e conquistou as cátedras de Direito Romano nas Faculdades de Direito de Niterói e do Rio de Janeiro. Professor emérito da Universidade do Brasil. Ocupou a cadeira n° 31 (patrono: Farias Brito), da Academia Cearense de Letras; prestigiando a reorganização levada a efeito em 1930. Patrono da cadeira n° 33 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro. Publicou em revistas e jornais numerosos ensaios e estudos de natureza jurídica, além de arrazoados forenses, pareceres e monografias. Obras: Reforma da Constituição Cearense; Posse e Direito Romano; Progresso Legislativo Pátrio e Em Defesa de Clóvis Beviláqua. Morreu no Rio de Janeiro, 1976.