JB

Biografia

Joaquim Lopes de Alcantara Bilhar

1848–1905

Crato Bacharel
Este nome aparece em outro verbete do acervo JOAQUIM Lopes de Alcântara BILHAR 1848–1905 · Crato
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Nasceu em Crato a 27 de Fevereiro de 1848, sendo seus paes o Major Joaquim Lopes Raymundo Bilhar, fallecido com 66 annos em 1882, e D.a Isabel Bilhar de Alcantara, e falleceu em Fortaleza na noite de 9 de Maio de 1905, victimado por tuberculose pulmonar.

Obteve o grau de Bacharel em sciencias jurídicas e so-ciaes pela Faculdade de Direito do Recife a 17 de Novembro de 1871.

Exerceu os cargos de promotor publico da comarca do Crato, logar para o qual foi nomeado por acto de 2 de Agosto de 1872, e de juiz municipal do mesfno termo e comarca por Dec. de 23 de Agosto de 1873.

Findo o quatriennio foi nomeado juiz de direito da comarca da Telha (hoje Iguatú) por Dec. de 9 de Março de 1878, tendo deixado o exercício por ter sido nomeado chefe de polícia do Ceará por Dec. de 22 de Março de 1882.

Terminada a commissão de policia, foi-lhe designada a comarca de Baturité para nella ter exercício por Dec. de 22 de Setembro de 1882, sendo dalli chamado para exercer interinamente a mesma commissão de policia na administração do Dr. Satyro de Oliveira Dias por acto de 10 de Abril de 1884.

Removido da comarca de Baturité para a de Acarajú, Capital de Sergipe, por Dec. de 10 de Julho de 1890, foi aposentado neste ultimo cargo por Dec. de 12 de Novembro de 1890.

Era advogado nos auditórios da capital do Estado, sendo muitos dos seus trabalhos transcriptos no Direito, do Rio de Janeiro.

Era sócio effectivo da Academia Cearense e leccionava a cadeira de Direito Civil na Faculdade Livre de Direito do Ceará, a qual commemorou o 3.o dia de seu fallecimento com uma sessão solemne, servindo de orador o Dr. Alvaro Gurgel de Alencar.

Em 1876 com Fenelon Bomílcar da Cunha e Ulysses de Penafort redigiu no Crato a Liberdade.

Delle conheço1

  1. Defeza apresentada pelo Bacharel Joaquim Lopes de Alcantara Bilhar, juiz de direito da comarca de Baturité, no processo contra elle instaurado por denuncia de Lourenço Francisco Sampaio, Ceará, 1886 8.o de 91 pp.