Nasceu em Crato a 8 de Setembro de 1781 e falleceu a 25 de Janeiro de 1867 em Fortaleza.
Foi um dos deputados cearenses ao Congresso da Republica do Equador no Recife em 1824, e como tal condemnado á morte pela com missão militar salvando-o as rogativas e as lagrimas das filhas, que foram ao Rio implorar pessoalmente o perdão ao Imperador, e foi membro da Assembléa Provincial do Ceará de 1835 a 1837 e da Assembléa Geral de 1838 a 1841. Em virtude da lei de 3 de Outubro de 1834, passando a nomeação dos vice-presidentes das províncias a ser feita pela Assembléas provinciaes, reservada ao governo imperial a classificação da ordem em que deviam servir os nomeados, a Assembléa Cearense, por escrutínio secreto em sessão de 11 de Abril de 1835, nomeou vice-presidentes: 1.o José de Castro Silva, 2.o Joaquim José Barbosa, 3.o Francisco de Paula Pessoa, 4.o João Facundo de Castro Menezes, 5.o José Ferreira Lima Sucupira, 6.o Padre Bento Antonio Fernandes. Entrou em lista tríplice com Antonio Carlos e Manoel do Nascimento, não logrando ser escolhido Senador.
Foi Cavalleiro de Christo, Conego honorário da Capella Imperial, Vigário geral e Provisor do bispado do Ceará.
Redigiu o Cearense Jacaúna, cujo 1.o n.o é de 25 de Maio de 1831 e que foi orgam do Abrilismo. Era então militar. Quando sacerdote redigiu O Cyríneo, apparecido em Fortaleza a 16 de Junho de 1857 e cuja epigraphe dizia: Dirige,-Senhor, a nossa penna e os Ímpios serão confundidos.
Tratando do Cearense Jacaúna disse Sacramento Blake, vol. 4.o p. 426, que fora fundado para fazer opposição ao Semanário Constitucional, o primeiro jornal publicado nó Ceará. Ora todo mundo sabe que o primeiro jornal que teve o Ceará foi o Diário do Governo do Ceará, apparecido a 1 de Abril de 1824 e que o Semanário é de 1830, precedendo-o o dito Diário do Governo do Ceará, O Cearense (1825), Diário Cearense (1829)” Gazeia Cearense (1829), e Diário do Conselho Geral da Provinda do Ceará (1829).