Nasceu em Crato a 20 de Julho de 1848, sendo seus paes Sólon Amâncio de Lima e D.a Luiza Bezerra de Lima, esse velho lobo do mar.
Foi baptisado na Igreja matriz tendo por padrinho seu avô o Coronel Vicente Amâncio de Lima, e por madrinhas suas tias maternas D.3 Jeronima Bezerra Monteiro e D.a Roza Bezerra Monteiro.
Em 1851, havendo perdido a mãe, acompanhou o pae para Fortaleza, onde fixou residência. Em 1862, morrendo-lhe o pae, embarcou para Pernambuco no vapor “Igarassú” e chegando a aquella Província,conseguiu embarcar como grumete em um Brigue-escuna negreiro, que fazia viagem para Africa do Sul; depois de um anno naquelle navio conseguiu entrar na qualidade de praticante a bordo de um navio Português e, chegando ao porto de Lisboa, passou-se para bordo de uma galera, que fazia viagem para a índia. Da Asia tomou rumo para os Estados Unidos da America do Norte, e de volta naufragou no Canal da Inglaterra, mas obtendo uma passagem em um navio inglez, até Porto, dahi embarcou outra vez para Asia, e de novo naufragou escapando milagrosamente. De regresso ao porto de Lisboa, prestou exame de piloto a 26 de Agosto de 1868 sendo classificado plenamente pela Escola de Marinha do Reino. Em 1869 voltou ao Brasil conseguindo tirar em 1870 carta de pratico da Costa do Norte do Brasil. Em 1872, sendo Immediato do vapor Potengy, da Companhia Pernambucana, em viagem para a barra de Sergipe, naufragou em frente a barra do Rio São Francisco, em frente ao pharol de Penedo. Em 1877 foi contractado pelo Governo Imperial para pilotar os navios de guerra Brasileiros.
Em 1890 prestou exame de 1.° piloto perante a Escola de Marinha do Rio de Janeiro. Tendo commandado diversos vapores da Companhia Pará e Amazonas até 1895, neste anno, por occasião da revolta do Almirante Custodio José de Mello, contractou-se n'armada legal como 1.° Tenente em commissão, servindo por diversas vezes como Immediato da Canhoneira de guerra Guarany, e seguindo em commissão para a Guiana Francesa, por occasião da questão de limites entre o Brasil e a França, terminada aquella commissão foi dispensado do serviço.
Em 1904 foi nomeado 2.o Desenhista de machinas do Arsenal de Marinha do Pará, de que se demittiu afim de commandar o Cruzador Dias da Silva, da Alfandega do Pará. Um anno depois por motivos de politica foi dernetti* do do referido commando, e deixou então por completo a vida marítima.
Assentando sua residencia no Ceará foi nomeado para servir n'Alfandega e nesse emprego permanece.
O avô de Philoxenes, Coronel Vicente Amâncio de Uma, foi casado com D.a Anna Bezerra de Menezes Lima.