RJ

Biografia

Rufino Antunes de Alencar Junior

1879–1882

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Nasceu em Fortaleza a 26 de Julho de 1879, sendo seus genitores o Dr. Rufino Antunes de Alencar, pernambucano, e D.a Quitéria Dulcinéa Gurgel de Alencar, filha de Antonio Gurgel do Amaral e fallecida em Setembro de 1906 em Fortaleza.

Formou-se em medicina perante a Faculdade do Rio de Janeiro, versando sobre Hérnias inguinaes e seu tratamento a These que apresentou a 16 de Setembro de 1902 e defendeu a 15 de Janeiro de 1903, 124 pp. e impressa no Rio de Janeiro, Typ. Altina, Assembléa, 96, 1903.

Quando acadêmico, foi interno auxiliar dos serviços clínicos da 2.a cadeira de Clinica Cirúrgica, da Cadeira de Clinica Obstétrica e Gynecologica, interno das Clinicas cirúrgica e pediátrica do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia, interno (por concurso) do Hospital de Marinha da Ilha das Cobras e sócio do Grêmio dos Internos dos Hospitaes.

Faz parte do Corpo de Saúde da Armada Nacional, com assistência actualmente em Ceará.

Sua avó paterna D.a Thereza Maria da Costa falleceu em Fortaleza com 85 annos de edade a 30 de Agosto de 1882. Era natural de Pernambuco.

O Dr. Rufino Antunes de Alencar, filho de Pedre Antunes de Alencar Rodovalho, nasceu em Exú, Província de Pernambuco, a 9 de Novembro de 1832.

Foi, durante seu curso, praticante numerário de cirurgia do Hospital Militar da Corte, e chegou a entrar para o Corpo de Saúde do Exercito por nomeação do ministro Bellegarde.

Sustentou these a 13 de Setembro de 1858 perante a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e obteve approvação “unanimemente”, como se vê em sua carta de Doutor lavrada a 13 de Dezembro de 1858, que é o dia de sua formatura. Sua these versou sobre sciencias cirúrgicas:— “Da amputação em geral e especialmente das vantagens e inconvenientes dos methodos operatórios por que ella pode ser praticada”.

Ao formar-se deixou o Corpo de Saúde.

É cavalleiro da Ordem de Christo por serviços prestados na epidemia da cholera-morbus no Icó e em Maranguape e foi deputado provincial pelo Ceará—eleito pelo partido liberal, em um biennio.

Foi nomeado e acceitou o posto de Capitão-cirurgião-mór da Guarda Nacional da Fortaleza ao tempo do Cominando Superior do Coronel João da Rocha Moreira (vide).

Foi primeiramente lente substituto das cadeiras de Philosophia e Rhetorica do Lyceu do Ceará (administração Wilkens de Mattos) e depois lente cathedratico de Rhetorica e Poética do mesmo Lyceu, por nomeação do Presidente Dr. José Julio d'Albuquerque Barros, Barão de Sobral.

Mais tarde, em uma reforma do Lyceu, já no tempo da Republica, foi transferido para a cadeira de Physica e Chimica, na qual aposentou-se.

Foi Inspector Geral da Instrucção Publica no tempo da Administração do Dr. Satyro Dias.

Ao tempo do Império exerceu os cargos de medico da Cadeia e da Municipalidade.

Casou-se a 18 de Novembro de 1859, na cidade do Icó, com D.a Quitéria Dulcinéa Gurgel de Alencar, filhado commerciante Capitão Antônio Gurgel do Amaral, uma das victimas da cholera-morbus, quando contava 41 annos de edade.

O Dr. Rufino de Alencar é o decano da classe medica do Ceará.