Nasceu em Maranguape a 1 de Janeiro de 1882, e é filho de João Gualberto Quinderé e D.a Josepha Pinheiro Muniz Quinderé, naturaes elle do Aracaty e ella de Joaseiro, Estado da Bahia.
São seus avós paternos: Antonio Alves Pereira de Mello Quinderé e D.a Innocencia Pinto de Oliveira Quinderé, e maternos Raymundo Muniz dos Reis e D.a Anna Angelica Pinheiro Muniz; bisavós paternos Antonio Alves de Mello e D.a Anna Pereira de Mello, e maternos Luiz Pinto de Oliveira e D.a Margarida Pinto de Oliveira, do Aracaty; bisavós maternos Antonio Valladão e D.a Anna Pinheiro (Inhamuns) e paternos José dos Reis e D.a Thereza Muniz, filha de D. Antonio Muniz Barreto, fidalgo português que veio ao Tauhá via Bahia.
Entrou para o Seminário a 1 de Março de 1895, concluiudo os estudos a 30 de Novembro de 1904, dia em que recebeu o presbyterato das mãos do Exm.o Snr. D. Joaquim José Vieira, celebrando a sua primeira missa na capella do Collegio da Immaculada Conceição, a 1 de Dezembro do mesmo anuo, por uma gratidão devida á actual Irmã Superiora, Irmã Gagné, a quem deve exclusivamente sua educação e ordenação.
Foi nomeado coadjuctor da freguezia de Maranguape em Março de 1905 permanecendo nesse cargo até Novembro de 1906, quando foi removido para Fortaleza afim de occupar o mesmo cargo na freguezia de S. Luiz de Gonzaga.
Occupou também o cargo de capellão de S. Bernardo trabalhando pela reconstrucção da capella, que graças aos seus esforços já conta um altar de fino lavor artístico, obra genuinamente cearense, sahida das officinas de Joaquim Muniz, o forramente a madeira de toda a extensão da capella, o ladrilho de mosaico e outros melhoramentos. Foi o fundador da Associação das Irmãs Christãs, que vae prestando relevantes serviços, e da Escola do Morro do Moinho cuja matricula este anno é de 83 alumnos, de ambos os sexos.
Em 1908 foi a Pernambuco como secretario de Dom Joaquim José Vieira e exerceu o cargo de escrivão do Concilio, então ali reunido.
Em 1909 visitou o sul da Diocese como secretario de Dom Manoel Lopes, bispo coadjuctor do Ceará e hoje bispo de Alagoas.
Em 1910 foi nomeado professor do Lyceu e posteriormente Inspector Escolar.
É autor de um opúsculo no quai explica, ad mentem poptili, quaes os deveres dos associados do Apostolado da Oração, de que é restaurador e director na Matriz do Patrocínio.
O nome de Quinderé foi tomado pelo seu avô, em 1824, segundo uso nesse tempo muito em voga entre os patriotas brasileiros.
Sua mãe, D.a Josepha Pinheiro Muniz Quinderé, falleceu em Fortaleza a 10 de Março de 1915.