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Biografia

Theophilo Rufino Bezerra de Menezes

1818–1906

Este nome aparece em outro verbete do acervo Theophilo Rufino Bezerra de Menezes 1856
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Irmão dos Drs. Adolpho Bezerra de Menezes e Manoel Soares da Silva Bezerra. Filho de Antonio Bezerra de Menezes, chefe do partido liberal do Riacho do Sangue e neto do Coronel.Antonio Bezerra de Sousa Menezes, que se salientou nas luetas da Independência batendo em Forquilha as tropas de José Felix e Diniz e exerceu o cargo de Commandante das armas na Confederação do Equador. Bacharelou-se em sciencias jurídicas e sociaes pela Academia de Olinda, que o diplomou em 1839.

Nasceu no Riacho do Sangue a 5 de Março de 1818 e falleceu em Barro-Vermelho, subúrbios de Fortaleza, a 29 de Julho de 1906. Havia menos de 3 mezes que baixara ao tumulo sua amantíssima esposa e companheira por 64 anitos, D.a Maria Leopoldina Bezerra. Foi um dos mais notáveis advogados do nosso foro, e por longos annos professor de philosophia no Lyceu de Fortaleza, substituindo-o, quando aposentado, o Professor Joakim de Oliveira Catunda.

Redigiu O Saquarema, O Nortista e a Tribuna Catholica. Foi mais de uma vez deputado provincial.

Deixou vários inéditos, entre os quacs uns estudos sobre a Historia do Ceará, de J. Catunda e sobre a Finalidade do Mundo, de Farias Brito.

D.a Maria Leopoldina era filha de Manoel Alexandre de Albuquerque Lima e de sua mulher (2.as núpcias) D.a Maria de Nazareth Bezerra de .Menezes, aquelle filho do Coronel Joaquim dos Reis Lima e de Da Thereza de Jesus Mello Albuquerque e esta (D.11 Maria de Nazareth), filha do português Francisco José de Moraes e de D.a Joanna Antónia Bezerra de Menezes.

D.a Thereza de Jesus, mulher do Coronel Joaquim dos Reis Lima, era filha de Estevam Ferreira Nobre, natural de Parahyba, e de D.a Leonor de Mello e Albuquerque.

Manoel Alexandre viera para Quixeramobim fugido de Pernambuco por pertencer a família de José de Barros Lima, o Leão Coroado, figura egrégia na revolução de 1817. É desse tempo a vinda para o Ceará de membros de famílias republicanas de Pernambuco, como os Montenegro, parentes do Padre João Ribeiro, o suicida do engenho Paulista, os Almeida Castro, os Sousas do Ipú, os Catundas de S. Quitéria, parentes do Padre Miguelinho.