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Biografia

Thomaz Lourenço da Silva Castro

1806–1881

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Foram seus paes Manoel Lourenço da Silva, Parahybano, filho do capitão Thomaz Lourenço da Silva, de Portugal, e de sua mulher D.a Rosa Maria Telles de Mello, natural da Parahyba, e D a Maria do Carmo Sabina, nascida em 1783 e filha do capitão-mór José de Castro Silva e de D.a Joanna Maria Bezerra de Menezes. Irmão do Dr. José Lourenço'de Castro Silva (Vide).

Nasceu a 30 de Abril de 1806 e foi baptisado a 14 de Maio pelo Rvd. Padre Joaquim José de Castro Silva, e casou-se a 26 de Abril de 1835 com sua prima D.a Rufina Cândida de Castro Barbosa, nascida a 1 de Agosto de 1818, filha do capitão-mór Joaquim José Barbosa e de D.a Thereza Maria de Castro Barbosa, fallecida a 8 de Outubro de 1830, filha por sua vez do capitão-mór Antonio José da Silva Castro e de D.a Francisca de Castro Silva, natural de Minas Geraes.

Por portaria do governador Luiz Barba Alardo de Menezes de 20 de Novembro de 1811, portanto com 5 annos e poucos mezes, assentou praça de 1.° cadete na companhia de infantaria paga sem vencimento de soldo e pão, e por portaria de 21 de Junho de 1822, assignada pelo governador das armas, Francisco Xavier Torres, entrou para o estado effectivo, ficando ainda sem vencimento por seu pae assim o requerer.

A 2 de Agosto de 1825 foi promovido a alferes do batalhão de Caçadores de l.a linha do exercito, sendo destacado 3 mezes depois (17 de Nov.) para o Maranhão, donde regressou no brigue inglês “Colubine” a 1 de Setembro de 1826.

Essa expedição foi motivada pelos receios que nutria o presidente Pedro José da Costa Barros de proclamação da Republica no Maranhão.

Por Decreto de 17 de Outubro de 1825 houve mercê do habito de Cristo em remuneração, reza o Decreto assignado pelo B. de Valença, dos serviços relevantes prestados ao paiz por seu avô paterno José Correia de Mello.

Commandou a 1.a companhia de seu batalhão de 1 de Maio a 25 de Agosto de 1831 e de 26 de Agosto de 1831 a 28 de Fevereiro de 1833.

A 15 de Janeiro de 1832 marchou para o centro da Provinda contra a rebellião de Pinto Madeira e tomou parte, portando-se com denodo, em vários encontros, sobretudo no ataque de Missão Velha e no da villa do Icó, a 4 de Abril de 1832, nos quaes foram derrotadas as tropas facciosas, sendo que no ultimo delles Pinto Madeira deixou no campo numero superior a cem cadáveres.

A 1 de Julho de 1834 passou a organizar o corpo de policia, do qual foi o primeiro commandante.

Por officio da presidência de 22 de Outubro de 1836 marchou para o centro a tomar conta do commando geral dos destacamentos do Cariry, e a 15 de Janeiro de 1839 deixou o commando do corpo policial, tendo sido no anno anterior louvado em ordem do dia da presidência.

Sectário ardente das idéas liberaes, de que seu mano, Dr. José Lourenço se tinha feito arauto pela imprensa, vio-se forçado a pedir reforma com. outros companheiros de armas, entre os quaes João da Rocha Moreira, Manoel Vicente de Oliveira, Francisco das Chagas Freire e Canuto d'Aguiar. Sua reforma traz a data de 11 de Setembro de 1839.

Era então presidente João Antonio de Miranda.

A 26 de Novembro de 1840 marchou na qualidade de commandante da guarda nacional para a cidade de S. Bernardo, afim de restabelecer a ordem publica que se tinha alterado contra o Padre J. Martiniano d'Alencar, e de lá voltou em .virtude do officio da presidência de 28 de Dezembro de 1840 para commandar as forças reunidas com o mesmo intuito na cidade do Aracaty; ahi n'uma das extremidades da cidade, lado sul, derrotou os revoltosos, que vinham atacal-a em numero de 500 a 600 sob o commando de João Baptista Ferreira dos Santos Caminha.

Em 1841 exerceu o logar de juiz municipal de Fortaleza.

A 3 de Janeiro de 1845 foi nomeado major e commandante do corpo de policia, e exonerado a 1 de Setembro de 1847 e a 9 de Junho de 1845 foi segunda vez nomeado commandante geral dos destacamentos das comarcas do Icó e Crato.

A 6 de Outubro de 1847 acceitou por convite do vice-presidente Frederico Augusto Pamplona o cargo de thesoureiro do thesouro provincial, donde o fez retirar-se a 19 de Abril de 1873 um infeliz acontecimento, que o feriu profundamente e sensibilisou a toda capital, que nesse transe foi unanime em acompanhar com sua sympathia a victima de uma extrema boa fé.

Em 1848 foi nomeado tenente-coronel do 1 0 batalhão da Guarda Nacional da cidade da Fortaleza e por Decreto de 10 de Março de 1853 reformado no mesmo posto.

O tenente-coronel Thomaz Lourenço, foi deputado provincial nas legislaturas de 35—37 e 46—47.

Falleceu em Fortaleza a 9 de Novembro de 1881.

De seu consorcio deixou os seguintes filhos: Desembargador Augusto Barbosa de Castro Silva (vide), nascido a 13 de Fevereiro de 1836 e casado com sua prima D.a Emilia Barbosa da Fonseca; Major Thomaz Lourenço de Castro Silva, nascido a 14 de Março de 1839 e casado com D.a Adélia Dutra; D.a Rufina Cândida de C. Silva, nascida a 8 de Novembro de 1840; D.a Thereza Barbosa de Castro Silva, nascida a 10 de Abril de 1842; Manoel Lourenço de Castro Silva, nascido a 27 de Outubro de 1844; Joaquim Barbosa de Castro Silva, nascido a 4 de Agosto de 1846; D.a Maria Sabina de C. Silva, nascida a 27 de Abril de 1848, casada com seu primo Pharmaceutico João Lourenço de C. Silva e fallecida a 2 de Maio de 1912; João Facundo de Castro Silva, nascido a 9 de Julho de 1849, casado com D.a Maria Lourenço de Castro, filha do Major do exercito Francisco Antonio Pereira, de quem teve um filho Boanerges de Castro Silva e fallecido a 20 de Março de 1878; D.a Anna Flora,nascida a 9 de Setembro de 1850, casada com Pedro de Alcantara Correia, paranaense, e fallecida a I de Outubro de 1896; D.a Sabina de Castro Bezerra, nascida a 2 de Novembro de 1852 e casada com o Major Israel Bezerra de Menezes (vide); D.a Cândida de Castro Bezerra, casada com João Baptista Bezerra e fallecida a 2 de Junho de 1896; D.a Emilia Christina de Castro Lima, nascida a 26 de Abril de 1856 e casada com José Epifânio Ferreira Lima, empregado da Recebedoria do Estado.